Senado aprova R$ 30 bilhões para modernização das Forças Armadas
O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (24), o projeto de lei complementar (PLP 204/2025) que destina R$ 30 bilhões para investimentos na Defesa Nacional, sem contar para o limite de gastos públicos. A proposta, de autoria do senador Carlos Portinho (PL-RJ), recebeu 57 votos favoráveis e 4 contrários, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
Investimentos estratégicos na defesa
O projeto prevê a liberação de R$ 5 bilhões anuais durante seis anos, com recursos destinados exclusivamente à modernização das Forças Armadas — Exército, Marinha e Força Aérea. Entre os projetos beneficiados estão o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), o desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro e a renovação da frota de aviões de combate Gripen, além da modernização de navios e sistemas de mísseis táticos de cruzeiro.
Reforço nos projetos militares
O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que incorporou sugestões das próprias Forças Armadas. Segundo o senador, o objetivo é garantir que os projetos estratégicos tenham pelo menos essa quantia destinada aos próximos anos, fortalecendo a capacidade de defesa do país.
“O PLP 204 tem o objetivo de garantir que os projetos estratégicos para a Defesa Nacional tenham pelo menos R$ 30 bilhões para investimentos em defesa nos próximos anos”, afirmou Randolfe.
Garantia de previsibilidade e eficiência
Para o autor original da proposta, senador Carlos Portinho, a medida vai assegurar maior previsibilidade e eficiência na execução dos programas militares. Ele exemplificou os prejuízos causados por atrasos orçamentários na compra dos caças Gripen, adquiridos na gestão Dilma, que ainda não foram entregues devido à falta de recursos suficientes, resultando em perdas financeiras equivalentes ao custo de duas aeronaves, por conta de juros e renegociações.
Críticas e perspectivas
Apesar do apoio às Forças Armadas, parlamentares da oposição criticaram a ampliação das exceções fiscais. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a regra geral é a não realização de metas fiscais e destacou a importância de manter as Forças Armadas bem equipadas, motivadas e bem remuneradas.
Por outro lado, parlamentares como o ex-ministro da Defesa, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), defenderam a aprovação. Mourão ressaltou que a iniciativa fortalece a política de defesa do Estado brasileiro, reforçando a importância de gastar com as Forças Armadas, que devem estar preparadas para proteger o país.
Para mais detalhes sobre os investimentos e o uso previsto dos recursos, acesse a matéria completa.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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