Incorporar o clima à economia será fundamental, afirma presidente da COP30
Faltando 13 dias para o início da COP 30 em Belém, o presidente da conferência, embaixador André Corrêa do Lago, e a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira ressaltaram a necessidade de integrar a agenda climática à economia brasileira. Em entrevistas ao Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), eles reforçaram que a mudança de narrativa, de trágica para otimista, é crucial para engajar a sociedade na luta contra as mudanças climáticas.
Clima e economia: uma integração necessária para o futuro
Segundo Corrêa do Lago, essa integração é um eixo estruturante para os esforços do Brasil na COP 30. Ele destacou o Plano de Transição Ecológica, lançado pelo Ministério da Fazenda, como um avanço importante, pois demonstra a maturidade do governo em tratar o tema de forma transversal. “O tema deixou de ser exclusivo do Meio Ambiente e passou a envolver toda a administração pública”, afirmou o embaixador.
Oportunidades econômicas na luta contra o clima
Corrêa do Lago reforçou que as consequências econômicas das mudanças climáticas podem ser disruptivas, mas também representam oportunidades de crescimento, geração de empregos e desenvolvimento tecnológico. “Quando o Ministério da Fazenda lidera essa agenda, mostra que o Brasil enxerga o clima como uma oportunidade de transformação econômica”, comentou. Ele acrescentou que o enfrentamento do clima é fundamental para superar resistências de setores que ainda veem as ações climáticas como ameaças.
Setores-problema ou setores-solução?
O embaixador destacou a crescente consciência de que segmentos como mineração, silvicultura e agricultura podem ser protagonistas na mudança de percepção. “O Brasil possui diversas opções de caminhos sustentáveis e precisa definir suas prioridades, o que torna o debate interno mais desafiador”, explicou.
Mensagem de esperança para a COP 30
Para Corrêa do Lago, o sucesso da conferência dependerá de como a sociedade perceberá os avanços concretos na luta contra o aquecimento global. “A COP 30 deve transmitir que essa é uma agenda de futuro, de progresso, e não de tragédia”, afirmou. Ele reforçou a importância de mostrar que o Brasil está na direção certa, promovendo a implementação de ações climáticas.
Narrativa otimista e o legado da COP 30
Izabella Teixeira reforça a ideia de construir narrativas inclusivas, democráticas e otimistas, deixando de lado o medo. “Precisamos trocar o tom trágico por um otimismo pragmático que mobilize as sociedades”, afirmou. Ela também destacou o legado esperado do evento, como a capacidade do Brasil de alinhar a política ao tempo da natureza e transformar crises em oportunidades.
Próximos passos e expectativas
As lideranças afirmam que a conferência será bem-sucedida se conseguir mostrar avanços na implementação de ações concretas e promover alianças que transformem o cenário climático do país. A expectativa é que, ao final do evento, o Brasil esteja mais preparado para liderar mudanças globais, alinhando desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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