Vislumbrando a imortalidade
Parabenizo entusiasmado o colega conterrâneo de Guadalupe-PI Edivan Rodrigues da Silva, ao disponibilizar aos leitores guadalupenses e, por extensão, aos piauienses, o seu 5⁰ livro: Sedução da imortalidade, que, a exemplo dos demais títulos do autor, é também obra independente, ou seja, pago totalmente por ele.
Trata-se de um ensaio antropopsicológico, com 235 pp.,revisão de Keula Araújo, arte de capa e projeto gráfico de Amaral, edição e impressão pela Gráficon, Teresina-Pi, 2025.
Edivan Rodrigues da Silva é pessoa de múltiplos saberes: é Professor com especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Artista Plástico( pintor), Escultor, Terapeuta Holístico( arteterapia, psicoterapia, terapeuta de sincronicidade em Reiki), Mediador e Árbitro.
É pessoa merecedora de todo reconhecimento, pois sua contribuição cultural é inestimável.
Sedução da Imortalidade é um livro ousado no tema e profundo na abordagem.
A imortalidade é anseio humano desde que atingimos o nível de consciência pleno. Mas pensar na imortalidade fisica e mental, à luz da Ciência, da tecnociência cibernética, ainda não passa de uma utopia, embora já se tenha alguns ensaios nessa linha, mas não se trata ainda da imortalidade plena. É o caso da criogenia, congelamento de um individuo recém-morto, que demanda confirmação de eficiência ainda num futuro imprevisível, como por ex. a cura para os casos graves do câncer. Outro experimento e num nível muito complexo consiste em transportar a consciência de um ser humano para um robô ( veja artigo nosso no facebok(ronaldomousinhoescritor.com.br), com o título Lifenaut- um passo pra imortalidade.
O autor, porém, traz outra abordagem do tema, em plena sintonia com sua prática cristã, e sem negar a importância cientifica, concebe a vida plena numa acepção biológica e espiritual, ancorada no autoconhecimento como a chave para alcançar a eternidade. E essa chave abre a tríplice base: o conhecimento biológico, o psíquico e a crença no divino, adquiridos durante a existência humana.
Para a supremacia de sua tese da plena imortalidade, o autor afirma que a ciência não constuirá um protótipo humano, um cyborg, por exemplo, composto de alma, emocão e espritualidade.
É um livro q mergulha profundo na natureza humana, tendo na prática amorosa o sentimento maior para o vislumbre da imortalidade. Essa imortalidade plena está ao alcancee de cada criatura, segundo tese do autor, desde que atinja o autoconhecimento, indispensável ao convívio social com harmonia.
O autor incursiona no tema com domínio e argumentos reveladores da subjetividade humana, onde a razão e a emoção constituem o pêndulo para compreensão e distinção do finito e do infinito.
Edivan Rodrigues da Silva dialoga com seus leitores, ampliando suas visões sobre o sentido de existirmos, num momento em que a humanidade passa por profunda instabilidade sobre os conceitos tradicionais da vida, numa acepcão material e imaterial, micro e macrocósmica, no descortinar do 3⁰ milênio em curso, e em que a geopolítica mundial também passa por radical reestruturação de poder, de governança e também científica. E tudo a revelar-se, segundo o autor, por consequência de palavras, atos e pensamentos, e a conduzir-se por razões, emoções, sentimentos e fé.
O Professor, Escritor, Terapeuta holístico e Artista plástico Edivam Rodrigues da Silva é, além um educador e terapeuta da alma, também um voluntário da instrução, ao acolher na residência dele a juventude guadalupense para um trabalho extensivo e complementar das escolas. Com esse gesto ele deixa um legado de civilidade e de cooperação, dignos de um cidadão pleno.
Por outro lado, Guadalupe testemunha, decepcionada, a indiferença dos indiferentes e de espíritos miúdos ao dignificante legado de Edivan Rodrigues da Silva.
Brasília, maio de 2026.
Ronaldo Alves Mousinho
Professor, Escritor, Ensaísta literário.
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