Primeira parcela do 13º salário pode ser investida: opções e estratégias
Nesta sexta-feira, cai na conta de milhões de trabalhadores a primeira parcela do 13º salário, coincidindo com a Black Friday. Apesar da tentação de gastar com promoções, especialistas recomendam estratégias para quem pretende investir o valor, seja para montar uma reserva, acumular patrimônio ou planejar uma viagem.
Priorize o pagamento de dívidas antes de investir
Antes de pensar em aplicações financeiras, a recomendação de Rachel de Sá, estrategista de investimentos da XP, é avaliar a situação financeira e quitar dívidas. “O retorno de um investimento seguro não será maior que o ritmo de crescimento de uma dívida alta, especialmente com juros elevados”, afirma. Para ela, pagar dívidas deve ser a prioridade.
A ferramenta Calculadora do 13º permite saber o valor exato de cada parcela, ajudando no planejamento. Segundo a especialista, “a melhor estratégia é usar o 13º para eliminar dívidas, que representam um custo maior ao longo do tempo.”
Carol Stange, consultora financeira independente, reforça que o 13º deve ser encarado como parte da remuneração do trabalhador, e não um bônus. “Ele foi feito para ser utilizado de forma estratégia, não para gastos impulsivos nas festas de fim de ano”, alerta.
Investimentos para montar uma reserva de emergência
Para quem deseja criar uma reserva de emergência, Rachel explica que o primeiro passo é identificar os custos fixos, como moradia, alimentação e contas essenciais. Após isso, estima-se que a reserva deva cobrir de seis a 12 meses dessas despesas, garantindo segurança em casos de imprevistos.
Desde que o objetivo seja resgatar o dinheiro rapidamente, as opções recomendadas são aplicações de alta liquidez, como Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária de bancos sólidos e fundos DI com baixas taxas de administração. Essas aplicações oferecem segurança e facilidade de resgate, essenciais em emergências.
Carol lembra que a reserva é o “paraquedas” da vida financeira. “Ela deve prezar pela estabilidade e liquidez, evitando riscos desnecessários”, diz.
Planejando uma viagem no próximo ano
Para quem planeja uma viagem em menos de 12 meses, o conselho é aplicar em investimentos seguros e com liquidez diária, garantindo que o dinheiro esteja disponível quando necessário. Nessa situação, a prioridade é evitar perdas ou oscilações que possam comprometer o orçamento das férias.
Carol destaca que “o foco nesse caso é segurança e previsibilidade, porque o objetivo é resgatar o valor com rapidez, sem surpresas no cenário financeiro.”
Construindo patrimônio: diversificação é a chave
Para quem quer acumular patrimônio a longo prazo, a estratégia envolve diversificação. Rachel sugere que o investidor combine renda fixa de prazos mais longos, fundos de índice (ETFs) de “carrego” e ações de empresas sólidas e resilientes.
“Cada modalidade tem seu papel na carteira, desde títulos como Tesouro IPCA até ações de empresas com base sólida. A ideia é construir uma carteira coerente e sustentável”, explica Carol. Essa abordagem ajuda a proteger o patrimônio e aumenta as chances de retorno consistente ao longo dos anos.
Ela complementa: “Patrimônio não se constrói com um único ativo, mas com uma combinação inteligente, sempre considerando o perfil do investidor e seu objetivo de longo prazo.”
Outro ponto importante: planejamento para o futuro
Quem deseja usar o 13º para garantir uma aposentadoria tranquila deve pensar na relação entre risco e retorno. Investimentos de renda fixa, ETFs de longo prazo e ações de empresas sólidas podem fazer parte dessa estratégia, desde que o investidor tolere a volatilidade do mercado.
Por fim, especialistas reforçam que o momento de decisão não deve ser precipitado. O investimento deve ser feito com planejamento, considerando a necessidade de liquidez, segurança e objetivo de cada pessoa.
Para conferir mais detalhes e estratégias, acesse a reportagem completa no site do Globo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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