Lula afirma que Brasil busca fortalecer diálogo com país rico e critica tarifas dos EUA
Durante evento na Malásia nesta sábado (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil trabalha para fortalecer o diálogo e a cooperação com os países do Sul Global. Ele também criticou as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e ressaltou a importância de uma ordem mundial mais justa.
Foco na relação com os Estados Unidos
Lula destacou que, apesar das tensões comerciais, acredita na possibilidade de retomar uma relação civilizada com os EUA, que já dura mais de 200 anos. “Estou convencido de que a gente pode avançar muito nas negociações e voltar a uma relação civilizada com os EUA”, afirmou em entrevista coletiva na Indonésia, após concluir acordos comerciais.
Ele explicou que a prioridade é esclarecer o entendimento sobre as taxações atuais. “Não haverá veto a qualquer tema no encontro com Trump”, disse, reforçando a disposição do Brasil em dialogar com o governo americano.
Declarações sobre o papel do Brasil no cenário global
Em pronunciamento na Universidade Nacional da Malásia, Lula afirmou que o Brasil busca fortalecer a cooperação entre os países do Sul Global e criticou o protecionismo das nações ricas. “O BRICS é um ator fundamental na luta por um mundo multipolar, menos assimétrico e mais pacífico”, declarou.
Ele defendeu a reforma das Nações Unidas e criticou os mecanismos atuais da Organização Mundial do Comércio, que, segundo Lula, favorecem os países desenvolvidos às custas das economias emergentes. “É hora de interromper os mecanismos que sustentam, há séculos, o financiamento do mundo desenvolvido às custas das economias do Sul”,
afirmou.
Perspectivas para as negociações com os EUA
Após a coletiva na Indonésia, Lula afirmou estar confiante de que a conversa com o presidente Donald Trump pode levar a uma solução para as divergências comerciais. “Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Pode ficar certo que vai ter uma solução”,
afirmou, reforçando seu otimismo.
Segundo Lula, o diálogo será amplo, sem vetos a temas considerados importantes pelo Brasil. “Eu quero ter a oportunidade de dizer para o Trump o que o Brasil espera dos EUA e o que temos para oferecer”, completou.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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