Histórias de pessoas centenárias em atividade no Japão

O Japão possui cerca de 100 mil pessoas com cem anos ou mais, o maior número do mundo proporcionalmente. Essas pessoas demonstram que, para muitos, chegar aos 100 anos é apenas um marco de uma vida plena, sustentada por fatores como alimentação, sistema de saúde acessível, exercício físico, apoio familiar e o trabalho.

O consertador de bicicletas: um exemplo de dedicação

Seiichi Ishii, de 103 anos, trabalha há mais de 90 anos em sua própria oficina de conserto de bicicletas em Tóquio. Desde os 12 anos, quando viu um anúncio na vitrine de uma loja, sonhava em vestir um macacão de mecânico. Hoje, mesmo com as mãos trêmulas e a visão mais turva, ele mantém a rotina de desmontar e montar peças, afirmando que trabalhar o mantém feliz e saudável. “Se eu morrer aqui, na minha oficina, morrerei feliz”, diz. Seus rendimentos, somados à pensão de aproximadamente R$ 330, complementam uma vida de dedicação ao trabalho.

Fuku Amakawa: uma centenária ativa e alegre

Aos 102 anos, Fuku Amakawa ainda trabalha no restaurante de lámen da família, ao lado do filho e da filha, numa rotina de seis dias por semana. Ela gosta de ver a satisfação das clientes ao experimentar novas sugestões de maquiagem, atividade que a faz sentir-se bonita e útil. “Quando uso maquiagem pela primeira vez, me senti tão bonita”, conta. Após quase 60 anos no negócio, ela afirma que o trabalho muda sua vida tanto física quanto emocionalmente, e seu entusiasmo é alimentado também pela rotina de convívio com a família.

Tomeyo Ono: a contadora de histórias que mantém a memória viva

Com 100 anos, Tomeyo Ono dedica seu tempo a contar histórias folclóricas japonesas, conquistando públicos em Fukushima. Desde os 70 anos, a narradora transformou sua paixão em profissão, registrando suas memórias e experiências, incluindo o tsunami de 2011, que destruiu sua casa. Sua rotina inclui escrever em diário, preparar pratos tradicionais e manter viva a cultura por meio de suas narrativas. “Vivo para contar minhas histórias”, afirma, emocionada. Sua conexão com o passado ajuda a manter sua mente ativa e a preservar memórias importantes para a comunidade.

Outros exemplos de longevidade e atividade no Japão

Mas não são apenas idosos que mantêm o vigor na terceira idade. Estudos indicam que trabalhadores com mais de 60 anos representam o grupo que mais cresce no mercado de trabalho, refletindo uma mudança nas atitudes em relação à aposentadoria. Pessoas como Matsuo, de 101 anos, que ainda planta hortaliças, e Ono, que sobrevive com pequenas vendas por telefone, mostram que a atividade física e mental contribuem para uma longevidade ativa.

O papel da alimentação, saúde e suporte familiar

Entre os fatores que sustentam essa longevidade, destacam-se a alimentação equilibrada, o sistema de saúde acessível, exercícios físicos regulares e o apoio da família. A rotina de moderação e o estímulo ao trabalho ajudam esses idosos a se manterem ativos, felizes e saudáveis por mais tempo, desafiando conceitos tradicionais de envelhecimento.

Para saber mais sobre as histórias de longevidade no Japão, acesse este artigo completo.

tags: longevidade, Japão, saúde, envelhecimento ativo, histórias de vida

Com informações do Jornal Diário do Povo

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