EUA investem US$ 80 bilhões em energia nuclear para impulsionar IA
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira um acordo de parceria estratégica de US$ 80 bilhões (R$ 429 bilhões) para ampliar a geração de energia nuclear dedicada ao setor de inteligência artificial, informou a Westinghouse. A iniciativa busca acelerar o desenvolvimento de usinas nucleares e impulsionar a evolução tecnológica no país.
Rumo à revitalização da energia nuclear nos EUA
O governo americano, sob a administração de Donald Trump, firmou uma parceria com a Westinghouse, Brookfield Asset Management e Cameco, proprietária da empresa de energia nuclear. O objetivo é reativar a produção de energia nuclear, considerada fundamental para o crescimento da IA e do setor de data centers no país. Ainda não há uma data definida para a entrada em operação dos novos reatores.
Contexto de recuperação e investimentos
Segundo um porta-voz da Westinghouse, o acordo está ligado à ordem executiva de Trump, emitida em maio, para a construção de dez novos reatores em todo o país até 2030. O governo dos EUA se compromete a financiar o projeto, que é o maior investimento em energia nuclear desde o retorno de Trump à Casa Branca em janeiro de 2025.
Modernização de reatores e desafios históricos
Washington não constrói uma usina nuclear nova desde 2009, devido a acidentes graves como Three Mile Island, Chernobyl e Fukushima, que abalaram a confiança pública na fonte de energia nuclear. Os dois últimos reatores americanos custaram mais de US$ 30 bilhões, mais do que o dobro do valor inicialmente previsto, refletindo os altos custos envolvidos.
Impulso à demanda de energia por IA
O consumo de energia elétrica nos EUA aumentou devido ao crescimento dos centros de dados, computação na nuvem e inteligência artificial. Gigantes como Google, Microsoft e outras apostas no nuclear pretendem atender essa alta demanda de forma sustentável. “Esta iniciativa ajudará a liberar a grande visão do presidente Trump de recuperar nossa soberania energética e liderar a corrida global da IA”, destacou Chris Wright, secretário de Energia.
Participação de empresas e modelos de reatores
A Westinghouse, fundada em 1886 e adquirida pela Brookfield em 2018 após falência, possui modelos de reatores AP1000 e AP300. Enquanto o primeiro já foi validado pela Agência Reguladora Nuclear dos EUA (NRC), o segundo ainda está em processo de certificação. O acordo contempla a construção de usinas que, após concluídas, serão propriedade de investidores privados e não do Estado.
Desafios e perspectivas futuras
Este movimento representa uma retomada da energia nuclear nos EUA após décadas de abandono e impopularidade, resultado de acidentes históricos. A diversificação do mercado de energia, impulsionada pela invasão da Ucrânia pela Rússia e o aumento do consumo de energia na IA, destaca a relevância do setor nuclear na estratégia de segurança energética americana.
Para mais informações, acesse o link oficial.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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