Brasil entre os oito países mais famintos da América do Sul, aponta índice global da fome
O Brasil está entre os oito países mais famintos da América do Sul, conforme divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Índice Global da Fome (GHI) 2025. Com uma pontuação de 6,4 pontos na categoria “fome baixa”, o país saiu do Mapa da Fome da ONU após três anos de retorno. Apesar dos avanços, a desigualdade e fatores socioeconômicos continuam afetando a segurança alimentar.
Avanços e desafios na segurança alimentar brasileira
O GHI avalia a situação alimentar mundial com base em quatro indicadores: desnutrição calórica, atraso no crescimento infantil, baixo peso para a altura e mortalidade infantil. A pontuação do Brasil revela progresso, uma vez que em 2000 o país tinha uma média de 11,6 pontos, que caiu para 5,4 em 2016. Atualmente, o índice atesta a redução da insegurança alimentar, mas ainda indica uma realidade de vulnerabilidade para milhões de brasileiros.
Razões do avanço no enfrentamento à fome
O sucesso na redução da fome no Brasil é atribuível às políticas públicas de transferência de renda, programas de alimentação e maior cobertura social. Dados do relatório da FAO indicam que a prevalência de subnutrição caiu para menos de 2,5%, padrão considerado seguro. Como resultado, o país foi retirado do Mapa da Fome da ONU, que categoriza países com mais de 2,5% da população em risco de gravíssima subalimentação — critério atualmente atendido pelo Brasil.
Contexto regional e comparação com outros países
- Bolívia – 14,6 (fome moderada)
- Trinidad & Tobago – 11,0
- Equador – 10,9
- Suriname – 10,4
- Venezuela – 9,6
- Guiana – 8,3
- Peru – 7,2
- Brasil – 6,4
- Argentina – 6,4
- Colômbia – 6,1
Embora a Bolívia, com 14,6 pontos, ainda apresente uma situação de “fome moderada”, países como Peru, Colômbia, Brasil, Argentina e Chile exibem níveis significativamente mais baixos, refletindo diferenças socioeconômicas e políticas públicas eficazes.
Perspectivas futuras e obstáculos persistentes
Apesar dos avanços históricos, o índice mostra que a fome na América do Sul estagnou, com a média regional permanecendo relativamente baixa, mas sem progresso consistente. Desigualdades internas, instabilidades climáticas e crises globais de preços de alimentos dificultam a manutenção dos avanços. Segundo o relatório, países como Bolívia ainda enfrentam desafios estruturais, como vulnerabilidade a eventos climáticos extremos e disparidades entre áreas urbanas e rurais.
Situação global e tendência futura
No cenário mundial, o GHI 2025 aponta que a fome entrou em fase de estagnação, com uma pontuação média de 18,3 pontos. Conflitos, mudanças climáticas e desigualdade prejudicam o progresso na meta de erradicação da fome até 2030, definida pela ONU. Se as tendências atuais persistirem, a meta global só será atingida em 2137, alarmando os especialistas sobre o retrocesso no combate à fome mundial.
Para saber mais detalhes, acesse a análise completa do Mapa da Fome e veja como o Brasil conseguiu sair do ranking da ONU.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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