Migração para desconto de tarifas no Mercosul-UE anuncia avanços na troca comercial

A votação oficial no Conselho Europeu sobre o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia está prevista para ainda hoje, com o resultado aguardado às 17h (13h em Brasília). A aprovação, com base nas declarações de embaixadores dos países-membros durante reunião em Bruxelas, prepara o caminho para a assinatura do pacto na próxima semana, após ratificação do Parlamento Europeu e do Congresso Nacional de cada integrante do bloco sul-americano.

O impacto econômico do tratado e expectativas para o Brasil

Resultado da negociação que dura 26 anos, o tratado visa criar uma zona de livre comércio envolvendo mais de 720 milhões de consumidores, com economias que somam US$ 22,3 trilhões de Produto Interno Bruto (PIB). A assinatura do acordo deve ampliar a demanda externa da indústria agrícola sul-americana e impulsionar a indústria manufatureira da Europa, promovendo benefícios econômicos em ambos os lados.

Produtos europeus que deverão ficar mais acessíveis no Brasil

Alguns exemplos de produtos que terão redução de tarifas e podem pagar preços menores no mercado brasileiro nos próximos anos incluem:

  • Azeite – tarifa atual de 10% passará a zero após redução gradual;
  • Vinho – tarifa de 35% será eliminada progressivamente;
  • Chocolate – tarifa de 20% também será zerada aos poucos;
  • Queijo – tarifa de 28% será removida até uma cota de 30 mil toneladas;
  • Leite em pó – tarifa de 28% até 10 mil toneladas;
  • Fórmula para bebês – tarifa de 18% até 5 mil toneladas.

Segundo o texto da Agência O Globo, a queda nas tarifas deve beneficiar diretamente o consumidor brasileiro, com preços mais acessíveis em vários produtos europeus ao longo dos próximos anos.

Perspectivas para o comércio e integração sul-americana

Para os países do Mercosul, trata-se de uma oportunidade de ampliar a sua demanda externa, principalmente na indústria agrícola. Já para a União Europeia, a maior abertura do mercado brasileiro poderá estimular o setor manufatureiro, fortalecendo as cadeias produtivas de ambos os blocos. Ainda que precise passar pelo aval do Parlamento Europeu e do Congresso Nacional, o acordo promete impulsionar o comércio exterior e o crescimento econômico regional.

Próximos passos e expectativas

Após a votação no Conselho Europeu, espera-se que o pacto seja oficialmente assinado na próxima semana. O processo de ratificação, embora dependa de etapas internas nos países integrantes, sinaliza uma nova fase de integração econômica entre Latino-America e Europa, com benefícios esperados para consumidores e setores produtivos.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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