Rui Costa reforça que Banco Central é responsável pela liquidação do Banco Master

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quinta-feira (8) que a responsabilidade pela liquidação do Banco Master é do Banco Central, reforçando que essa atribuição é exclusiva da autoridade monetária. A declaração ocorre em meio às controvérsias envolvendo o Tribunal de Contas da União (TCU), que questionou as razões do Banco Central na decisão de liquidar a instituição financeira.

Conferindo a competência na liquidação de bancos

De acordo com Rui Costa, a análise e a tomada de medidas, como a liquidação do Banco Master, cabem única e exclusivamente ao Banco Central, que conta com técnicos especializados para monitorar e avaliar a situação de instituições financeiras. “Qualquer palpite fora disso é isso, palpite”, declarou ao ser questionado por jornalistas sobre o tema.

Contexto político e institucional

O ministro participou de um evento no Palácio do Planalto que celebrava os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente uma lei aprovada pelo Congresso em dezembro, que reduziria as penas de condenados por golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Suspensão da inspeção no Banco Central

No mesmo evento, o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, suspendeu uma inspeção previamente determinada no Banco Central para apurar os procedimentos na liquidação do Banco Master. A decisão foi assinada nesta quinta-feira e submetida ao plenário, interrompendo temporariamente a investigação.

Relação do governo com o Banco Central

Segundo uma fonte do governo, que preferiu não se identificar, o presidente Lula mantém uma boa relação com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e o esforço do governo neste momento é para fortalecer institucionalmente a autoridade monetária. O objetivo é assegurar que o Banco Central continue a atuar de forma autônoma e com respaldo técnico adequado.

O caso do Banco Master segue em debate, com o TCU questionando a decisão do Banco Central e o governo reforçando a autonomia da autoridade monetária.

Fonte: O Globo

Com informações do Jornal Diário do Povo

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