Ministra francesa da Agricultura reafirma oposição ao acordo com Mercosul
Nesta quarta-feira (8), a ministra francesa da Agricultura, Annie Genevard, confirmou que a França continuará rejeitando o acordo do Mercosul, mesmo que outros países da UE apoiem o tratado. Segundo ela, a posição da França se mantém firme até que o Parlamento Europeu aprove oficialmente o documento, uma etapa fundamental para sua implementação.
Posição da França frente ao acordo
De acordo com Annie Genevard, a decisão de a França manter sua resistência tem como base preocupações relacionadas ao impacto ambiental e à sustentabilidade agrícola do país. “Embora alguns países da UE apoiem o acordo, nossa prioridade é defender os interesses dos agricultores franceses e preservar o meio ambiente”, afirmou.
A ministra reforçou que a aprovação do Parlamento Europeu ainda é uma etapa crucial, e que a resistência francesa é uma forma de assegurar que os interesses nacionais sejam considerados. “Continuaremos a trabalhar para garantir que nossas preocupações sejam levadas em conta durante o processo de ratificação”, completou.
Manifestação dos agricultores franceses
Protesto contra o acordo
Recentemente, agricultores franceses realizaram manifestações contra o tratado, alegando que o acordo pode prejudicar a produção local e aumentar a concorrência com produtos importados de menor custo. Segundo fontes do setor, os protestos foram intensificados após o governo francês sinalizar sua oposição ao tratado.
O vínculo entre o posicionamento da França e as negociações no Parlamento Europeu preocupa representantes do setor agrícola, que temem que o tratado seja aprovado sem considerar suas demandas específicas.
Implicações para o acordo UE-Mercosul
A posição da França representa um obstáculo para a ratificação do acordo, já que o apoio de todos os Estados-membros da UE é necessário para que o tratado entre em vigor. Especialistas avaliam que a resistência francesa pode atrasar ou inviabilizar a implementação do acordo, que visa facilitar o comércio entre a Europa e a Mercosul.
Segundo o G1, o governo francês mantém sua postura de cautela e busca fortalecer o diálogo com os setores envolvidos para evitar uma ratificação que possa prejudicar interesses nacionais.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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