Reforma do Imposto de Renda beneficia quem ganha até R$ 5 mil

As regras para o cálculo do Imposto de Renda (IR) passarão por mudanças em 2026, com a ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Além disso, será implantado um desconto progressivo para contribuintes com rendimentos até R$ 7.350, conforme anúncio da Receita Federal.

Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

De janeiro de 2026 em diante, contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil não precisarão mais pagar IR, atualmente essa faixa é de até R$ 3.036. A medida deve beneficiar milhões de brasileiros, refletindo em uma redução significativa na carga tributária para quem possui rendimentos mais baixos.

Atualizações nas alíquotas e cálculo do imposto

Atualmente, quem recebe entre R$ 3.036 e R$ 3.533 paga uma alíquota de 7,5%, que sobe progressivamente até 27,5%, acima de R$ 5.830,85. Com a nova regra, todas as fontes de renda serão consideradas no cálculo, e a isenção será garantida para quem tiver rendimentos totais de até R$ 5 mil por mês.

Como funcionará o desconto progressivo

Para quem recebe até R$ 7.350, o desconto será aplicado de forma gradual, reduzindo o valor do imposto devido na declaração anual. Segundo a Receita Federal, todas as fontes de renda, inclusive de diversas fontes pagadoras, serão somadas para determinar o limite de isenção.

Implicações para os contribuintes

Contribuintes que possuírem mais de uma fonte de renda, como salários de diferentes empregadores, precisarão consolidar seus rendimentos na declaração anual. Essa soma pode fazer com que o contribuinte perca o benefício de isenção ou do desconto progressivo, obrigando ao pagamento de diferença de imposto.

“Se o contribuinte tiver mais de uma fonte, ele consolidará seus rendimentos na declaração, podendo deixar de se beneficiar do novo limite. Nesse caso, será necessário pagar a diferença na declaração”, explica Felipe Destri, advogado tributarista do BMA Advogados.

Rendimentos de aposentados e pensionistas

As parcelas de aposentadoria ou pensão com benefício de isenção, como as do INSS, permanecem isentas conforme a legislação atual. Para quem acumula aposentadoria e pensão, o cálculo do IR também considerará a soma total recebida mensalmente.

Preparo para a declaração de 2027

O novo modelo de declaração, que entrará em vigor em 2027, será referente ao ano-calendário de 2026. Contudo, as regras já passarão a valer em janeiro de 2026, exigindo atenção redobrada na hora de preencher a declaração e verificar se as retenções do IR estão corretas ao longo do ano.

Encerramento e recomendações

Especialistas reforçam a importância de os contribuintes revisarem suas fontes de renda e conferirem os impostos retidos ao longo do ano para evitar surpresas na declaração. Caso o saldo de imposto a pagar seja maior que o esperado, o contribuinte poderá antecipar o pagamento.

“É fundamental verificar se as retenções mensais estão corretas e se a soma dos rendimentos não ultrapassa o limite de isenção, para evitar pagar mais na declaração”, orienta Haroldo Domingos, advogado tributarista.

Para mais detalhes, acesse o fonte oficial.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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