Haddad comemora aprovação da isenção do IR no Congresso

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (2/10) que a aprovação unânime do projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) foi um “golaço do Congresso Nacional”. A expectativa é que o texto siga com facilidade no Senado Federal.

Potencial impacto da ampliação da faixa de isenção do IR

O projeto prevê elevar a faixa de isenção de R$ 3.036 para R$ 5 mil mensais, o que beneficiará milhões de trabalhadores no país. Segundo Haddad, “todo mundo que marcou presença ontem votou a favor do projeto”, destacando o apoio praticamente unânime na Câmara dos Deputados. A previsão é de que o aumento elimine o pagamento de R$ 4.467,55 por ano de quem recebe até R$ 5 mil.

Principais pontos do projeto

Atualizações na faixa de isenção e tributação

  • Atualmente, a isenção cobre quem ganha até R$ 3.036 mensais;
  • Com a mudança, trabalhadores que recebem até R$ 5 mil deixarão de pagar imposto, economizando R$ 335,15 mensais;
  • A faixa de redução parcial do IR foi ampliada de R$ 7 mil para R$ 7.350;
  • O governo foi autorizado a apresentar, em até um ano após a vigência da lei, uma política de reajuste contínuo da tabela do IR.

Taxação das altas rendas

  • Propõe manter a taxação dos “super-ricos”: alíquota de 10% para quem recebe acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 1,2 milhão anuais;
  • Lucros e dividendos até 31 de dezembro de 2025 não serão tributados a 10%, mesmo que distribuídos até 2028;
  • A estimativa de renúncia fiscal com o projeto é de R$ 26 bilhões, com compensações de R$ 32 bilhões para redução da base de cálculo da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Alívio tributário para cartórios

  • Profissionais de cartórios, como notários e registradores, terão isenção de repasses obrigatórios no cálculo do IRPF na tributação mínima;
  • Repasses a órgãos públicos ou fundos específicos, efetuados por cartórios, deixarão de ser considerados rendimento tributável.

Fernando Haddad destacou que, com a aprovação do texto, espera-se um avanço significativo na justiça fiscal do país. Segundo ele, o apoio no Congresso foi fundamental para facilitar a tramitação no Senado, onde o projeto já conta com parecer favorável na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Especialistas avaliam que a medida pode beneficiar milhões de brasileiros e colaborar para reduzir desigualdades fiscais, promovendo maior equidade tributária. A expectativa é que o projeto seja sancionado nas próximas semanas e entre em vigor em breve.

Para entender mais detalhes, acesse a fonte original.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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