Shoppings: tendências de transformação com foco na experiência do cliente

O segmento de shopping centers no Brasil passa por profundas mudanças, acompanhando as tendências sociais e tecnológicas. De acordo com o coordenador do Laboratório de Consumo e Sustentabilidade da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, José Mauro Gonçalves Nunes, os ambientes de compras evoluem ao passar de meros pontos de venda para espaços de experiência.

O papel dos shoppings na era digital e o conceito phygital

Apesar da força do e-commerce, Nunes reforça que os shoppings deverão manter sua relevância como centros de conveniência, especialmente nos grandes centros urbanos, ao integrar o físico com o digital, na proposta do chamado “phygital”.

Segundo o especialista, a tendência é o crescimento das pop-up stores, lojas temporárias que funcionam como experimentos de marcas, além do impacto da inteligência artificial, que promete transformar a jornada de compra tradicional e acabar com modelos antigos, como o do Google.

Por que os shoppings continuam relevantes?

Shoppings ainda representam ambientes controlados, seguros e que oferecem diversos serviços, o que se torna fundamental diante da insegurança pública no Brasil. Nas cidades de médio porte, sua atração é reforçada pela presença de lojas âncora e uma gama de serviços como beleza, bancos e consertos de roupas.

Durante a pandemia, o setor acelerou sua adaptação ao digital, lançando aplicativos próprios para oferecer descontos e comodidades, como filas reduzidas e formas de pagamento diferenciadas. Grandes marcas, como Renner, Nike e Riachuelo, também utilizam essa ferramenta para criar ofertas personalizadas.

O impacto da experiência na preferência por certos segmentos

O setor de vestuário lidera as operações de shopping, pois permite provar e testar produtos, uma experiência difícil de replicar no comércio eletrônico, que enfrenta o desafio do showrooming. Outros segmentos, como cosméticos, bebidas e produtos de luxo, mantêm suas lojas físicas por oferecerem experiências sensoriais e de teste.

Já segmentos como livrarias enfrentam o desafio do compromisso online, pois muitas pessoas preferem experimentar os produtos presencialmente antes de comprarem pela internet.

Novas tendências e formatos de lojas

As lojas temporárias e as pop-up stores ganham espaço, muitas usando estratégias de impulso e eventos de atração, como feiras e atividades culturais. Marcas digitais, como a WePink, de Virginia Fonseca, investem na presença física por meio de quiosques em shoppings, além de quiosques sazonais, como os de Natal, abrindo possibilidades para experimentações e novos modelos de negócio.

Reflexos das mudanças na geração Z e na geração prateada

A geração Z, nascida entre 1995 e 2010, possui menor poder de compra, mas aposta em eventos, nichos e influenciadores digitais para atrair esse público jovem aos shoppings. A geração prateada, acima dos 60 anos, surge como uma clientela cada vez mais relevante, com elevado poder de consumo e preferência por espaços mais exclusivos e serviços diferenciados.

O futuro do setor e o uso da inteligência artificial

Para o especialista, o uso da inteligência artificial ainda está tímido, mas deve revolucionar a experiência de compra, com a substituição do modelo de pesquisa no Google pelo uso de IA, como o ChatGPT. O marketing digital deverá passar a explorar esses algoritmos, oferecendo uma comunicação cada vez mais personalizada.

O impacto dessas inovações dependerá das plataformas e das melhorias tecnológicas, mas uma coisa é certa: os shoppings que investirem em inovação, experiência e tecnologia manterão sua relevância no mercado.

Para mais detalhes, acesse a matéria completa neste link.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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