Secretário dos Correios avisa que crise da estatal pode piorar contas públicas em 2026
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, admitiu nesta segunda-feira que a situação financeira dos Correios pode se tornar um problema ainda maior para as contas públicas em 2026. Ele destacou que os problemas são graves e de natureza estrutural, podendo afetar o equilíbrio fiscal do país.
De olho nos prejuízos e projeções fiscais dos Correios
Nos primeiros seis meses de 2024, a empresa registrou um prejuízo de R$ 4,3 bilhões e apresenta um fluxo de caixa negativo de R$ 750 milhões por mês. Além disso, a projeção do resultado primário da estatal mudou de um déficit de R$ 2,4 bilhões para um rombo de R$ 5,8 bilhões.
De acordo com Durigan, a reprogramação de metas elevou o déficit das estatais de R$ 5,5 bilhões, conforme relatório de setembro, para R$ 9,2 bilhões, bem acima do limite de R$ 6,2 bilhões estabelecido para o conjunto de empresas em 2025. “Essa previsão aponta dificuldades que podem impactar o Orçamento de 2026”, afirmou.
Impacto no orçamento e estratégias para o próximo ano
Para 2025, Durigan estimou que será necessário utilizar recursos do orçamento fiscal e da seguridade social, além de resultados de outras estatais, para sustentar os Correios. Ele ponderou que o valor final pode ser maior do que o previsto, uma vez que ainda não há números fechados.
O secretário também explicou que, atualmente, não há discussão sobre um aporte direto na empresa, mas sim a possibilidade de um empréstimo com aval da União, condicionado à apresentação de um plano de reestruturação considerado “ousado” e bem elaborado.
Reestruturação e futuro da estatal
Durigan solicitou ao presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, que apresente um plano de reestruturação que seja realista e ao mesmo tempo ambicioso para garantir a sustentabilidade da empresa e melhorar sua operação. “Estamos tratando de um resultado muito ruim, que impacta diretamente o relatório fiscal do país”, declarou.
Preocupações do governo diante do cenário atual
O secretário reforçou a preocupação com a situação financeira da estatal e afirmou que o impacto financeiro causado pelos Correios pode dificultar o cumprimento das metas fiscais e ampliar o esforço de ajuste em 2026. “Se não houver uma mudança, o problema pode se agravar ainda mais”, alertou Durigan.
Para o governo, o desafio é encontrar um equilíbrio entre o suporte necessário às estatais e a manutenção da saúde fiscal do país, evitando que as dificuldades de uma companhia afetem o cenário macroeconômico.
Para mais detalhes, confira a reportagem completa no site do Globo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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