Rio de Janeiro prevê investimentos de R$ 1 trilhão em energia até 2035
O Estado do Rio de Janeiro deve receber cerca de R$ 1 trilhão em investimentos no setor de energia até 2035, segundo a Jornada Firjan pela Transição Energética na Indústria. Desse total, R$ 400 bilhões serão destinados às fontes renováveis, impulsionando a diversificação do mix energético fluminense.
Projetos confirmados e potencial para energias renováveis
De acordo com o estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), mais de uma centena de projetos estratégicos, tanto confirmados quanto potenciais, estão em andamento. O trabalho destaca que, embora o petróleo continue sendo dominante, o avanço das energias renováveis ganha força, representando aproximadamente 40% dos projetos até 2035.
Investimentos em offshore, hidrogênio e nuclear
O levantamento revelou que doze empresas já solicitaram licenciamento para 16 projetos de energia eólica offshore, com potencial de geração de 28 GW — o equivalente a cerca de duas vezes a capacidade de Itaipu — e um investimento estimado em R$ 76 bilhões. Além disso, há recursos destinados à produção de hidrogênio de baixo carbono, cogeração, energia nuclear com Small Modular Reactors (SMRs) e o projeto piloto de Captura e Armazenamento de Carbono (CCS) na região de Cabiúnas–São Tomé.
Contribuição para a descarbonização e inovação no setor energético
Karine Fragoso, gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, destaca que essa nova dinâmica de mercado reforça a importância da diversificação energética. “Nosso mapeamento mostra o início de uma nova fase, com valores relevantes para as energias renováveis, que podem representar cerca de 40% dos projetos até 2035”, afirma. Ela reforça que esses investimentos são essenciais para o processo de descarbonização da indústria fluminense.
Segundo a Firjan, esses projetos reforçam o papel do Rio como importante polo energético nacional, diversificando além do óleo e gás e alinhando-se às metas de sustentabilidade e inovação. A expectativa é que essa transformação contribua para uma matriz mais limpa e eficiente, além de estimular o crescimento econômico regional.
Perspectivas futuras
O estudo reforça o potencial do Estado em liderar a transição energética no Brasil, com destaque para as energias renováveis offshore, hidrogênio e nuclear. Os próximos anos serão decisivos para consolidar essa nova fase, com maior atração de investimentos e avanços tecnológicos no setor.
Para mais informações, acesse a matéria completa no Globo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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