Preço do petróleo sobe mais de 5% com sanções às petroleiras russas
Os preços do petróleo dispararam mais de 5% nesta terça-feira (22), após os Estados Unidos imporem sanções às principais petroleiras russas devido à guerra na Ucrânia. A medida limita a importação de diesel russo pelo Brasil, que depende do exterior para cerca de 30% do consumo total do produto.
Impacto das sanções no mercado petrolífero
As restrições devem dificultar a compra de petróleo russo, que representa aproximadamente 15% das importações brasileiras de diesel. Segundo Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a operação do setor ficou mais restrita, levando a uma alta nos preços internacionais do petróleo.
Os contratos de referência, o Brent e o WTI, registraram altas expressivas, com o Brent subindo 5,34%, negociado a US$ 65,93, e o WTI avançando 5,62%, cotado a US$ 61,75. A elevação reflete a redução na oferta global e as dificuldades enfrentadas pelos importadores brasileiros para garantir o abastecimento.
Dependência do exterior e mudanças nas fontes de abastecimento
O Brasil produz cerca de 70% do diesel consumido, enquanto o restante depende de importações. Nos últimos meses, a participação da Rússia nas compras externas vem diminuindo, substituída por países como Índia, Estados Unidos e Arábia Saudita. A Índia lidera o ranking, respondendo por 45% das importações brasileiras de diesel.
Segundo Araújo, o ambiente comercial se tornou mais limitado, forçando importadores a buscar novas rotas e fornecedores não sancionados. “A Rússia continua sendo um player importante, mas as sanções podem reduzir sua oferta, influenciando o mercado mundial”, afirma.
Sanções e tensões no mercado internacional
A decisão dos EUA incluiu restrições à Rosneft e Lukoil, que respondem por metade da produção de petróleo da Rússia, além de mais de 110 navios envolvidos em seu transporte. Essas medidas agravaram as tensões comerciais e reduziram a quantidade de petróleo disponível para o mercado global.
Antes das sanções, muitas operações já enfrentavam dificuldades devido à alta demanda e às limitações internas da Rússia, que atualmente registra uma alta na demanda interna e refinarias em manutenção. A Rússia, por sua vez, afirma ser imune às sanções e alerta para possíveis efeitos na guerra na Ucrânia.
Perspectivas para o mercado e preços futuros
Analistas apostam que o cenário de restrições deve resultar em preços mais voláteis e em uma possível redução dos fluxos globais de petróleo em até 1,5 milhão de barris por dia. Apesar da alta de curto prazo, a Russian pode precisar oferecer preços ainda mais baixos para manter sua presença no mercado.
Segundo o Banco Santander, a queda de 11% no preço do petróleo neste ano pode se intensificar, mantendo a pressão ao mercado e influenciando os custos dos combustíveis no Brasil. A expectativa é de que o cenário de incerteza perdure enquanto as sanções permanecem em vigor.
Para mais informações, acesse o site da Globo Economia.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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