Pluxee registra queda nas ações após mudanças nas regras do vale-refeição
Na manhã desta segunda-feira, as ações da Pluxee, líder no mercado de benefícios, registraram queda de 0,5%, cotadas a €13,79, refletindo preocupações com as novas regras do vale-refeição no Brasil. Desde a semana passada, o recuo já alcança 12%, após o anúncio de mudanças na legislação que regulamentam taxas e prazos de repasse.
Alterações na legislação brasileira e impacto na receita
A nova legislação brasileira estabelece um teto de 3,6% para as taxas cobradas das empresas de benefícios por restaurantes e estabelecimentos comerciais, além de determinar um prazo máximo de 15 dias para o repasse dos pagamentos. Atualmente, essas taxas chegam a uma média de 5,19%, segundo pesquisa Ipsos-Ipec, e os prazos não possuem regulamentação específica no âmbito do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
Segundo especialistas, essas mudanças criarão um período de transição para que as empresas se adaptem às novas regras, o que pode afetar temporariamente suas receitas. Johanna Jourdain, analista da Oddo, avalia que, embora o impacto seja expressivo, é esperado uma melhora na margem EBITDA até o fim do ano fiscal de 2026, apesar das incertezas geradas pela regulamentação.
Repercussões e perspectivas para o setor
Com as novas regras, a receita da Pluxee em 2026 deve se manter estável, mas a companhia adotou uma postura conservadora, considerando um cenário de piora na implementação das medidas. A expectativa é que o efeito adverso na receita seja de aproximadamente 18,5% ao ano, incluindo medidas de mitigação, podendo superar os 20%, conforme análise da Bloomberg Intelligence.
Pavan Daswani, analista do Citi, observa que a implementação completa das mudanças no Brasil deve ocorrer em 90 dias, o que pode causar impacto em cerca de 6,5 meses e afeta o desempenho da empresa francesa no curto prazo. Ele ressalta a existência de dúvidas remanescentes sobre a interoperabilidade dos sistemas e as possíveis mudanças na competitividade do setor.
Reação do mercado e cenário futuro
Segundo Christian Devismes, analista do CIC, a receita de Pluxee deve ficar próxima do patamar atual em 2027, com margem EBITDA semelhante à de 2025, apesar do câmbio negativo. A companhia prepara uma projeção conservadora, considerando o impacto do cenário mais desfavorável, e estima que o crescimento sustentável de lucros só será retomado no segundo semestre de 2027.
Além disso, a empresa prevê uma leve expansão orgânica na margem EBITDA em 2026, com uma taxa de conversão de caixa recorrente em torno de 80%, além de ações para mitigar os efeitos das medidas implementadas no Brasil.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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