Pix completa cinco anos movimentando quase R$ 30 trilhões por ano

O Pix, lançado oficialmente pelo Banco Central em novembro de 2020, completou cinco anos neste domingo (16), consolidando-se como o principal método de pagamento do país. Em 2023, até outubro, a plataforma movimentou cerca de R$ 28 trilhões, representamndo quase o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano, avaliado em aproximadamente R$ 15,7 trilhões.

Impacto e expansão do Pix no sistema financeiro brasileiro

O diretor de organização do sistema financeiro e resolução do Banco Central, Renato Gomes, destacou em transmissão online que o Pix ampliou a inclusão bancária no Brasil.

“Por um lado, reduziu custos de distribuição de dinheiro, e, por outro, aumentou a participação de clientes e seu consumo. A concorrência gerada por essa inovação também levou à redução de tarifas bancárias”, afirmou Gomes.

Inicialmente criado para facilitar transferências instantâneas entre pessoas, o Pix passou a incorporar novas funcionalidades, como a cobrança, que substitui o boleto, e o Pix automático, equivalente ao débito automático.

Tecnologia nacional e evolução do sistema

As discussões sobre a criação do Pix começaram em 2016, com os requisitos básicos sendo lançados pelo Banco Central em 2018. Em agosto de 2019, o banco anunciou que desenvolveu a base de dados e assumiu a administração do sistema de pagamentos instantâneos, que foi nomeado Pix em fevereiro de 2020.

A fase de testes teve início em 3 de novembro de 2020 e só foi ampliada para toda a população duas semanas depois, em 16 de novembro, com funcionamento 24 horas por dia.

Adoção e uso do Pix no Brasil

Segundo dados recentes, o Pix é utilizado por cerca de 170 milhões de adultos e mais de 20 milhões de empresas no país, reforçando seu papel central na rotina financeira nacional.

Polêmica internacional: investigação nos EUA

No contexto político internacional, o sistema também esteve envolvido em controvérsias. Durante o governo do então presidente Donald Trump, o Pix foi alvo de uma investigação dos Estados Unidos, sob a alegação de que poderia prejudicar empresas financeiras americanas. Em resposta formal ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o Brasil afirmou que o Pix visa fortalecer a segurança do sistema financeiro nacional, sem discriminar empresas estrangeiras.

*Com informações da Agência Brasil.

Para saber mais, acesse o leia a matéria completa.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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