Pix completa cinco anos e reforça liderança brasileira em pagamentos digitais

Neste domingo (16), o Pix celebra cinco anos de funcionamento, consolidando-se como uma das maiores inovações financeiras do Brasil e referência internacional em pagamentos digitais. Criado pelo Banco Central, o sistema movimentou R$ 85 trilhões neste período, equivalente a sete vezes o Produto Interno Bruto brasileiro.

O impacto do Pix na inclusão financeira e na economia brasileira

Atualmente, o Pix possui 161,7 milhões de usuários pessoas físicas e 16,3 milhões de pessoas jurídicas, sendo mais popular que o cartão de crédito, usado por 93% da população adulta do país, segundo estudo da fintech Ebanx.

Estimativas indicam que ainda neste ano serão realizadas 7,9 bilhões de transações mensais, atingindo R$ 35,3 trilhões ao ano, uma expansão de 34% em relação a 2024. O sistema tornou-se fundamental para a rotina de brasileiros e empresas, dinamizando o mercado de pagamentos.

Reconhecimento internacional e influência global

O sucesso do Pix chamou atenção do Fórum Econômico Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que passou a contar com Carlos Eduardo Brandt, um dos principais arquitetos do sistema, na equipe de pagamentos e infraestruturas de mercados desde agosto.

Segundo Brandt, a ideia de usar a experiência brasileira para auxiliar outros países a desenvolverem sistemas similares é uma oportunidade de contribuir na interface de pagamentos entre nações, enfrentando desafios como diferenças cambiais, regulamentações variadas e questões de segurança internacional.

Projetos e iniciativas globais de pagamentos

Ele destacou iniciativas como o Nexus, do Banco de Compensações Internacionais (BIS), que conecta sistemas financeiros de países asiáticos e também é conhecido como “Pix internacional”. Projetos de interligação financeira, como o da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), também buscam ampliar a integração global de pagamentos instantâneos.

Além disso, as moedas digitais dos bancos centrais (CBDCs) representam o avanço na digitalização do dinheiro, prometendo reduzir custos de remessas, que atualmente representam 6,5% do valor enviado, sobretudo para imigrantes que remitem recursos às suas famílias, como apontou Tobias Adrian, do FMI.

Modelos de inovação e discutir os desafios internacionais

Brandt reforça que o sistema brasileiro, desenvolvido pelo Banco Central, se diferencia por ser uma infraestrutura de propriedade pública e neutra, o que fortalece o mercado doméstico e garante autonomia ao país, ao contrário de modelos inspirados pelo exemplo indiano, onde empresas privadas dominam o sistema.

Sobre a investigação do governo americano que ameaça o Pix por sua influência nas big techs, Brandt relativiza o impacto: “Infraestruturas digitais públicas são um jogo de ganha-ganha”, afirma, destacando que a digitalização amplia oportunidades de negócios e inclusão.

Brasil como laboratório global de inovação financeira

O sistema de pagamentos brasileiro é considerado um “laboratório global de finanças digitais”, com iniciativas como Open Finance, o sistema de identificação digital gov.br e a Rede Nacional de Dados de Saúde, que compartilham boas práticas e soluções públicas na área de tecnologia financeira.

Segundo analistas, essa experiência reforça o papel do Brasil no cenário mundial, ao mesmo tempo em que evidencia o potencial de infraestrutura pública digital para promover maior inclusão e eficiência nos serviços financeiros.

Com informações do Jornal Diário do Povo

Share this content:

Publicar comentário