PF vai investigar vínculos políticos e prejuízos em fundos que apostaram no Banco Master
A Polícia Federal anunciou que investigará possíveis ligações entre os investimentos feitos por fundos de previdência de estados e municípios no Banco Master, conforme antecipado pela colunista Malu Gaspar do GLOBO. As aplicações, realizadas por entidades públicas que administram recursos de aposentadorias, enfrentam suspeitas de fraudes e conexão com partidos políticos, podendo causar prejuízo bilionário aos cofres públicos.
Risco de prejuízo e conexões políticas nas aplicações dos fundos de previdência
De acordo com o Ministério da Previdência, as entidades de previdência social de diversos municípios e estados correm o risco de perder valores destinados ao pagamento de aposentadorias, pois seus investimentos no Banco Master não possuem garantias de retorno. A maioria desses fundos é gerida por políticos do Centrão, grupo que mantém forte influência em administrações locais e estaduais.
Investimentos vultosos em fundos de previdência sem garantia
Entre as entidades mais afetadas estão o Rioprevidência, do Rio de Janeiro, que aplicou R$ 970 milhões, e o fondo de Itaguaí, que investiu quase R$ 60 milhões. Essas aplicações, feitas em 2023, agora representam uma ameaça de perdas substanciais, já que o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central nesta semana, após investigações de fraudes na gestão do controlador Daniel Vorcaro.
O risco de perdas e a insolvência do Banco Master
As aplicações feitas por esses fundos não têm garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, aumentando a vulnerabilidade de investidores e fundos de previdência. Segundo o Tribunal de Contas do Estado do Rio, o Rioprevidência investiu cerca de R$ 2,6 bilhões desde 2023, sem previsão de recuperação, devido à liquidação do banco.
Além disso, as operações de crédito do Banco Master, incluindo a emissão de CDBs, estavam sob suspeita de fraude e má gestão, com indícios de manipulação de ativos e fraudes no mercado financeiro, segundo a Polícia Federal. O banco se apoiou em uma estratégia agressiva de captação de recursos e prometia juros acima do mercado, mas praticava operações de baixa liquidez que precipitaram sua crise financeira.
Investigação e possíveis ligações com políticos
As investigações indicam que os laços entre Vorcaro, controlador do Master, e políticos do Centrão, como membros do União Brasil, são evidentes. O grupo controla instituições como o Rioprevidência, que investiu peso em ativos do banco, e possui forte atuação em estados como Amazonas e Amapá, onde governos também teriam influência sobre os fundos de previdência.
“Houve manipulação de ativos, gestão fraudulentamente temerária e conexões políticas, o que agravou ainda mais a crise do banco,” revelou uma fonte próxima às investigações. A Polícia Federal também aponta que as operações de venda de carteiras de crédito, supostamente fraudulentas, tiveram a intenção de esconder irregularidades e criar uma cortina de fumaça para evitar a fiscalização do Banco Central.
Medidas e próximos passos na apuração
O Banco Central declarou que a liquidação do Banco Master, decretada na semana passada, é a maior operação de ressarcimento na história do país, podendo envolver até R$ 48 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos. A PF continua ouvindo envolvidos e investigando fraudes e irregularidades na gestão do banco e sua relação com entidades públicas.
O Ministério da Previdência anunciou a realização de auditorias nas entidades de previdência de todo o país e reforçou que o risco de perdas recai sobre os cofres públicos, sem impacto direto nos servidores, que não serão prejudicados. Contudo, a caminho da extinção, o Banco Master revela um cenário de risco sistêmico e possíveis conexões ilícitas na gestão de recursos de aposentados.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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