PF prende presidente do banco Master e BRB afasta presidente em operação

A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (19) a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, enquanto investigava suspeitas de crimes no sistema financeiro. Em consequência, o Banco de Brasília (BRB) anunciou que seu conselho decidiu contratar uma empresa independente para revisar as investigações relacionadas à operação Compliance Zero. Além disso, o presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foi afastado temporariamente por 60 dias por ordem judicial.

Investigações e medidas do BRB

Na noite de terça-feira (18), a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, sob suspeita de envolvimento em irregularidades financeiras, no âmbito da operação que apura possíveis crimes no setor. Em paralelo, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master, que também esteve no centro das atenções nas últimas semanas.

O BRB esclareceu que, na semana passada, identificou divergências documentais em operações de crédito relacionadas ao Banco Master e comunicou o Banco Central. Desde então, vinha adotando procedimentos de revisão de documentação e fortalecimento de controles internos.

Reação do presidente afastado e do banco

O presidente afastado do BRB, Paulo Henrique Costa, declarou à TV Globo que ações de aquisição de carteiras são práticas comuns no mercado financeiro. Ele afirmou que, após identificar divergências em operações realizadas no primeiro quadrimestre, o banco comunicou o fato ao Banco Central e tomou medidas corretivas, como a substituição de documentos e o reforço nos controles internos.

“A atuação do BRB foi de revisão e ajuste de processos para mitigar riscos e proteger a instituição”, afirmou Costa na nota enviada à emissora.

Próximos passos e indicativos de mudança na gestão

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou a nomeação de Celso Eloi de Souza Cavalhero, servidor da Caixa Econômica Federal e atual Superintendente Executivo em Brasília, para assumir temporariamente a presidência do BRB. A medida visa garantir a continuidade da gestão enquanto as investigações seguem seu curso.

O conselho do banco informou que acompanha de perto os desdobramentos e reforça seu compromisso com a transparência e boas práticas de governança. A contratação de uma auditoria externa demonstra a intenção do BRB de esclarecer os fatos e fortalecer sua reputação no mercado financeiro.

Segundo fontes, as operações questionadas pelo BC e pela PF envolvem a aquisição de carteiras de crédito, movimentos que estavam em análise desde 2024. As investigações continuam em andamento, e o banco afirma que colaborará integralmente com as autoridades para esclarecer os fatos.

Para mais detalhes, acesse a nota oficial do G1.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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