Mercado reduz previsão de inflação para 2025, mas quadro pode ser mais lento

Os analistas do mercado financeiro reduziram a previsão de inflação deste ano pela sexta semana consecutiva, para 4,55%, conforme divulgado pelo boletim Focus nesta segunda-feira (3). A expectativa reflete uma tendência de desaceleração, ainda que os especialistas alertem para uma possível trajetória mais lenta do que o esperado.

Expectativas para inflação e impacto na política do BC

Segundo o relatório, as projeções para 2026 permanecem em 4,20%, enquanto as de 2027 e 2028 recuaram marginalmente para 3,80% e 3,50%, respectivamente. O Banco Central (BC) ajusta a taxa de juros, a Selic, buscando manter a inflação dentro do intervalo de metas, que atualmente varia entre 1,5% e 4,5% em sistema contínuo.

O desafio do sistema de metas e o impacto na economia

O BC acompanha a inflação pela média móvel de 12 meses, que, até o primeiro trimestre de 2027, influencia suas decisões de política monetária. A instituição adota uma postura de antecipação, pois os efeitos das mudanças nos juros levam de seis a 18 meses para se refletir integralmente na economia.

Desde o início de 2025, a meta de inflação é de 3%, com tolerância de 1,5% a 4,5%. Contudo, a inflação acumulada em 12 meses até junho ultrapassou o teto do sistema por seis meses consecutivos, levando o presidente do BC, Gabriel Galípolo, a enviar uma comunicação pública ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando os motivos.

Razões para o atual cenário inflacionário

Galípolo explicou que fatores como a atividade econômica aquecida, a variação cambial, o aumento no custo da energia elétrica e eventos climáticos extremos contribuíram para o avanço da inflação acima da meta. Embora o cenário seja de desaceleração, a trajetória pode ser mais lenta devido às variáveis externas e internas.

Por que a inflação mais alta afeta o cotidiano

O aumento dos preços reduz o poder de compra da população, sobretudo entre quem recebe salários mais baixos, pois os preços sobem enquanto os salários permanecem estagnados. Essa dinâmica pode comprometer a qualidade de vida e ampliar desigualdades sociais.

Previsões econômicas e juros

O mercado projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,16% neste ano, com expectativa de expansão de 1,78% em 2026. Quanto às taxas de juros, a estimativa para o fim de 2025 permanece em 15% ao ano, com previsões de redução para 12,25% em 2026 e 10,50% em 2027.

Outros indicadores econômicos

As projeções para a cotação do dólar continuam em R$ 5,41 em 2025 e R$ 5,50 em 2026. A previsão de saldo positivo na balança comercial também foi mantida, em US$ 62 bilhões para 2025 e US$ 66 bilhões para 2026, assim como o fluxo de investimentos estrangeiros, estimado em US$ 70 bilhões para ambos os anos.

Segundo o boletim, esses números refletem uma combinação de fatores econômicos internos e externos, que precisam ser monitorados para o próximo período, diante da eventual desaceleração na inflação.

Para mais detalhes, acesse a fonte original.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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