Governo tenta nomear novo superintendente da CVM antes do fim do mandato de Lobo

Enquanto o governo federal ainda não terminou de definir o novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mudanças internas na autarquia já estão em curso. A poucos dias de deixar o cargo, o presidente interino Otto Lobo busca indicar um superintendente para a área de proteção dos investidores, uma posição estratégica na autarquia.

Movimentações na área de proteção aos investidores

A vaga atualmente está ocupada por Nathalie Vidual, que está de saída após receber convite para atuar em uma posição relacionada ao mercado de carbono no ministério de Haddad. Ela já se despediu de seus colegas na CVM e deixará o órgão em breve.

Indicação de José Alexandre Vasco

Segundo apuração da coluna, Lobo quer nomear para a superintendência de Proteção dos Investidores o servidor José Alexandre Vasco. Oficial da Marinha aposentado e ex-superintendente da área, Vasco foi cedido recentemente ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), mas foi chamado de volta pela CVM após a saída de João Pedro Nascimento, que era o presidente na gestão anterior.

Vasco, que foi assessor direto de Lobo e atualmente está na Superintendência de Securitização e Agronegócio (SSE), é considerado um nome técnico, mas não unanimidade entre os subordinados. Fontes ouvidas pela coluna indicam que ele é percebido como centralizador e exigente, o que pode gerar resistência entre alguns funcionários.

Perspectivas futuras na liderança da CVM

Apesar de estar se movimentando para ser nomeado presidente da autarquia de forma definitiva, Lobo enfrenta obstáculos políticos e institucionais. O nome do interino é visto com desconfiança por setores da Fazenda e do governo, que preferem outros nomes para o cargo.

A Casa Civil também é centro de resistência às indicações de Lobo. Em anos anteriores, nomes de servidores considerados mais alinhados à direita foram barrados por decisão do órgão. Vasco, que tem formação pela Escola Naval e foi oficial da Marinha por oito anos, também passa por esse filtro de perfil técnico e político.

Desafios na indicação e possíveis obstáculos

A aprovação do nome de Vasco depende do aval da Casa Civil, que terá a última palavra. A resistência interna na CVM e o perfil político do indicado podem dificultar a nomeação, que é vista como uma tentativa de Lobo de consolidar sua influência na autarquia antes de sua saída.

De acordo com fontes ouvidas pela coluna, a sinalização do governo ainda é incerta, e a disputa pelo controle da CVM evidencia o clima de impasse e negociações em Brasília. Mais detalhes sobre o processo devem ser confirmados nas próximas semanas.

Fonte: O Globo

Com informações do Jornal Diário do Povo

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