Governo Lula deve enfrentar o maior déficit desde 1994

O Brasil caminha para registrar o maior déficit fiscal desde a estabilização da economia em 1994, segundo números atuais e projeções do Banco Central. As estimativas para 2025 e 2026 indicam uma contínua ampliação do rombo, com o déficit nominal médio podendo atingir 8,6% do PIB nesse período, o maior da série histórica.

Projeções preocupantes para o déficit fiscal

Dados do Banco Central revelam que, enquanto em 1995/98 o déficit médio foi de 6%, essa cifra saltou para 8,6% na previsão para 2025/26. Em 2022, Lula herdou um déficit de 4,6% do PIB e, até 2026, a expectativa é de um aumento quase 90% nesse valor, indicando uma tendência de agravamento da situação fiscal.

Heranças e responsabilidade no cenário atual

Segundo análise do economista Ricardo Hausmann, em 2010 ele afirmou que “a grande sorte de Lula foi ter tido um ótimo antecessor”, referindo-se ao governo FHC, que conseguiu resultados primários positivos, incluindo superávit de 3,2% do PIB em 2002. Atualmente, entretanto, o cenário mudou radicalmente.

Embora Lula inicialmente tenha se recusado a detalhar medidas fiscais durante a campanha de 2022, ficou claro que, com promessas de maior gasto e redução de receitas, o país enfrentaria dificuldades fiscais crescentes. Em 2023, o déficit primário chegou a 2,3% do PIB, mesmo sem considerar despesas extraordinárias, quase cinco vezes maior do que o registrado no início do governo Lula em 2003.

Responsabilidade e mudanças no gasto público

O aumento do gasto primário, especialmente no biênio 2023/24, que cresceu a uma taxa de 12% em termos reais, é apontado como o principal responsável pelo deterioramento das contas públicas. Para especialistas, a continuação desse ritmo e a falta de reformas necessárias consolidam uma trajetória fiscal insustentável.

Consequências para o próximo mandato

De acordo com o levantamento do Focus, as necessidades de financiamento do setor público continuarão elevadas, impulsionadas por uma política de gastos que, se mantida, agravará ainda mais o déficit. O cenário sugere dificuldades crescentes para a gestão fiscal brasileira, além de elevar os riscos de instabilidade econômica.

Perspectivas futuras e desafios de gestão

O clima fiscal atual reforça que o próximo presidente, talvez Lula mesmo, enfrentará um desafio árduo para conter o aumento do endividamento e reequilibrar as contas públicas. Como alertado por analistas, a sorte de manter a estabilidade fiscal depende de medidas corretivas que até agora têm sido postergadas.

Para leitura completa, acesse a matéria no Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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