Glaucoma também pode atingir jovens e diagnóstico precoce ajuda no tratamento
Doença causada pelo aumento da pressão intraocular, que leva à lesão do nervo óptico, o glaucoma pode provocar sintomas como perda da visão lateral, fotofobia, dor nos olhos e visão embaçada. Considerada uma enfermidade silenciosa, muitas vezes evolui sem sinais perceptíveis nas fases iniciais, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.
Tradicionalmente associado ao envelhecimento, o glaucoma também pode se manifestar em adultos jovens e até em crianças. O risco é maior em pessoas com histórico familiar da doença, alta miopia, diabetes ou pressão intraocular elevada. Sendo uma doença sem cura, a atenção à saúde ocular deve ser constante e não deve ser adiada com base apenas na idade.
O médico oftalmologista Dr. Fernando Cunha, do Vilar Hospital de Olhos, destaca que o acompanhamento regular é fundamental para prevenir complicações. “Embora o glaucoma seja mais frequente com o avanço da idade, ele também pode acometer adultos e jovens. Por isso, esse público deve estar atento, principalmente quando existem fatores de risco”, explica. De maneira geral, o mais importante é realizar avaliações oftalmológicas periódicas. Nos pacientes jovens que apresentam fatores de risco, esse acompanhamento deve ser ainda mais cuidadoso e individualizado.
Um dos principais desafios do glaucoma é justamente a ausência de sintomas nas fases iniciais. As pessoas podem não perceber alterações na visão até que a doença esteja em estágio avançado, quando parte do campo de visão já foi comprometida. No entanto, existem possibilidades de descobrir a doença em fases iniciais por meio de avaliações oftalmológicas e de exames complementares, como a tomografia de coerência óptica (OCT).
A principal forma de combate ao glaucoma continua sendo a prevenção por meio do diagnóstico precoce, com exames oftalmológicos de rotina, que são fundamentais para o cuidado com a saúde. Para quem já possui o diagnóstico, a orientação do oftalmologista é que o paciente siga o tratamento indicado para maiores chances de eficácia. “Após o diagnóstico do glaucoma, o tratamento tem como principal objetivo alcançar uma pressão intraocular alvo, ou seja, um nível de pressão no qual se busca impedir ou reduzir a progressão da doença”, pontua.
Esse tratamento pode ser realizado com medicamentos, principalmente colírios antiglaucomatosos, com aplicação de laser em ambiente ambulatorial ou, em determinados casos, por meio de cirurgias. A escolha do tratamento vai depender de fatores como a gravidade da doença e a pressão intraocular alvo estabelecida para cada paciente.
Independentemente da idade, manter o acompanhamento com oftalmologista é a melhor forma de proteger a visão ao longo da vida.
Com informações da Ascom
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