Correios e sindicatos discutem acordo para evitar greve após negociação mediada pelo TST

Após a deflagração de greve por parte dos sindicatos dos trabalhadores dos Correios, o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos, determinou que federações representativas da categoria convoquem assembleias para deliberar sobre uma proposta de acordo mediada pela Corte entre as partes. A decisão também obriga os dirigentes sindicais a divulgarem a íntegra da proposta nos sites oficiais em 24 horas.

Negociações e proposta de acordo

A proposta de acordo prevê um reajuste salarial de 5,13%, a partir de janeiro de 2026, e uma reposição de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente ao período de agosto de 2025 a julho de 2026, a partir de agosto do próximo ano. O período de validade do novo acordo seria de dois anos, com manutenção da maior parte das cláusulas do contrato vigente, exceto o vale-peru, um valor extra pago no ticket alimentação e refeição.

Crise financeira e possibilidades de empréstimo

Os Correios atravessam uma grave crise financeira e tentam viabilizar um empréstimo de R$ 12 bilhões com apoio de cinco bancos, em meio às negociações para evitar a greve. Desde a semana passada, o Tribunal vem realizando audiências na tentativa de construir um acordo e impedir a paralisação, que prejudicaria ainda mais a situação da estatal.

Reunião e perspectivas futuras

Segundo o despacho do ministro, uma nova audiência será realizada no dia 26 de dezembro para discutir o resultado das assembleias e definir se o acordo será assinado ou se as negociações deverão continuar. O objetivo da mediação, conforme afirmou o ministro, é “prevenir o acirramento de ânimos e viabilizar uma solução consensual que preserve a continuidade dos serviços públicos”.

Reações e Comentários

O ministro Haddad comentou, em entrevista exclusiva, que “vai ter que ter uma reinvenção dos Correios” para superar a crise e garantir a sustentabilidade da empresa no longo prazo. A medida busca evitar uma greve que, além de afetar o funcionamento dos serviços postais, agravaria ainda mais a crise financeira da estatal.

Outras informações relevantes

Em 2024, os Correios concederam um ‘Vale Peru’ de R$ 2,5 mil a carteiros e outros funcionários, mas o bônus natalino foi cortado neste ano, devido às dificuldades financeiras. Segundo informações da empresa, a tentativa de melhorias passa por resgatar a estabilidade financeira e negociações com a confiança do setor.

Para consultar o valor do seu abono do PIS/Pasep em 2026, as regras também passaram por mudanças, conforme publicou o Governo.

Outros detalhes sobre o acordo, incluindo a data da votação nas assembleias, podem ser acompanhados na fonte oficial.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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