Como investir em shoppings sem ter loja ou estoque
Investir em shoppings pode ser uma alternativa rentável mesmo para quem não possui lojas físicas ou estoque de produtos. Por meio dos fundos de investimento imobiliário (FIIs), o investidor compra cotas que representam frações desses empreendimentos e recebe uma parcela da renda gerada. Essa estratégia permite diversificação sem a necessidade de adquirir um imóvel completo ou gerenciar a propriedade diretamente, ampliando o portfólio com menor esforço operacional.
Fundos de shopping e ações negociadas na Bolsa
Além dos FIIs, há também grupos de shoppings com ações listadas em Bolsa, como a B3. Quem investiu em papéis das maiores empresas de varejo do setor no início do ano, por exemplo, viu rendimentos significativos: as ações da Allos subiram 48,6%, da Multiplan 42,5% e do Iguatemi 47%, em 2025.
Diferenças entre FIIs e ações de shoppings
Embora ambos estejam ligados ao varejo físico, os FIIs costumam ser considerados instrumentos de renda mensal, com ativos mais maduros, como shopping centers estabilizados e com histórico de ocupação e vendas previsíveis, o que tende a oferecer maior estabilidade. Por outro lado, as ações representam uma participação na administração da empresa, podendo oferecer valorização com o crescimento do negócio, além de dividendos.
Larissa Nappo, analista do Itaú BBA, destaca que, em 2025, os FIIs de shoppings continuam apresentando forte resiliência, mesmo com juros elevados, figurando entre as melhores rentabilidades do setor e com menor desconto em relação ao valor patrimonial, atualmente na mediana de 0,83x. O dividend yield médio do segmento é de 10,4% ao ano, indicando retorno atrativo para os investidores.
Vantagens do investimento em fundos de shopping
Segundo a especialista, a diversificação de receitas, que inclui aluguéis, estacionamento, publicidade e eventos, torna os FIIs uma alternativa sólida para quem busca renda recorrente e exposição ao varejo mesmo com o crescimento do comércio eletrônico. Além disso, a legislação brasileira exige que os FIIs distribuam pelo menos 95% do lucro líquido em regime de caixa semestralmente, garantindo previsibilidade.
Cuidados na escolha do fundo
Antes de investir, é fundamental analisar indicadores como taxa de vacância, inadimplência, descontos nos aluguéis e liquidez das cotas. A avaliação da gestão, considerando a experiência da equipe e o histórico de decisões, também é essencial. Everton Carajeleascow, diretor da Matchpoint, alerta para o nível de endividamento dos fundos, que atualmente é próximo de 20%, podendo potencializar ganhos em cenários favoráveis, mas aumentando riscos em momentos de volatilidade.
Contexto econômico e perspectivas
Especialistas ressaltam que o setor de shoppings, incluindo FIIs e ações, é sensível ao ciclo econômico e reage rapidamente a mudanças. O cenário de juros altos impacta o setor, elevando custos de endividamento e dificultando o consumo, sobretudo na cadeia de varejo dos locatários. Entretanto, há expectativas de queda da taxa Selic a partir do próximo ano, o que pode abrir oportunidades de recuperação e valorização para esses ativos.
O mercado também trabalha com a possibilidade de uma retomada de valor via melhora na curva de juros de longo prazo, beneficiando tanto fundos imobiliários quanto companhias listadas no setor. Investidores que entendem as diferenças entre esses instrumentos podem montar um portfólio diversificado, equilibrando oportunidades de renda e crescimento, com atenção às condições macroeconômicas.
Para quem busca diversificação no setor imobiliário, os fundos de shoppings representam uma opção mais estável, com menor volatilidade, enquanto as ações oferecem potencial de valorização considerando o crescimento das empresas. Assim, uma combinação de ambos pode ser uma estratégia eficiente para diferentes perfis de investidores.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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