China suspende compras de petróleo russo após sanções dos EUA
Nesta quinta-feira (23), as principais companhias petrolíferas estatais da China, como PetroChina, Sinopec, CNOOC e Zhenhua Oil, interromperam as compras de petróleo russo transportado por via marítima, em resposta às sanções dos Estados Unidos às gigantes russas Rosneft e Lukoil. A decisão foi confirmada por diversas fontes comerciais à agência Reuters.
Repercussões das sanções americanas às petrolíferas russas
As sanções, que congelaram ativos e proibiram empresas americanas de negociarem com as russas, representam um novo golpe às exportações de Moscou, já pressionadas por uma redução nas compras da Índia, maior cliente do petróleo russo por via marítima. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, as refinarias independentes chinesas, responsáveis por uma grande fatia das importações, irão avaliar os impactos das restrições antes de retomar negociações.
Impacto no comércio de petróleo russo
Empresas estatais chinesas, como PetroChina e Sinopec, estão adotando uma postura cautelosa, enquanto refinarias independentes planejam interromper temporariamente as compras. A Rosneft e a Lukoil, que antes negociavam diretamente com clientes asiáticos, passaram a vender a maior parte de seu petróleo por meio de intermediários, tentando contornar as restrições ocidentais.
A Unipec, braço comercial da Sinopec, interrompeu as compras na semana passada após o Reino Unido incluir algumas entidades russas e chinesas em sua lista de sanções, o que aumenta a cautela do setor.
Rússia afirma ser imune às sanções
Nesta quinta, a Rússia declarou que as sanções americanas às suas petrolíferas colocam em risco os esforços diplomáticos para encerrar a guerra na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a decisão dos EUA envia uma “mensagem forte” ao presidente russo, Vladimir Putin, para que o conflito termine. O Kremlin, por sua vez, disse que o país está imune às medidas.
As sanções, anunciadas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, visam restringir a capacidade da Rússia de financiar a guerra na Ucrânia, uma das maiores conflitos terrestres na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Elas incluem o congelamento dos ativos das empresas russas e a proibição de negócios com elas nos Estados Unidos.
“É uma mensagem forte e necessária de que a agressão não ficará sem resposta”, afirmou Zelensky no X (antigo Twitter). A medida reforça a estratégia americana de pressionar Moscou economicamente enquanto busca limitar o financiamento para a guerra.
Para o analista internacional João Pereira, a suspensão das compras por parte das empresas chinesas demonstra o impacto concreto das sanções ocidentais no mercado energético russo e a crescente pressão sobre o governo de Vladimir Putin.
Segundo fontes na indústria, apesar das restrições, as negociações de petróleo russo continuam de forma indireta, com o uso de intermediários, na tentativa de minimizar os efeitos econômicos das sanções.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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