BYD atinge 100 mil veículos elétricos vendidos no Brasil em três anos
Após três anos de atuação no Brasil, a BYD alcançou, neste mês, a marca de 100 mil carros elétricos vendidos no país, segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior e chefe de Comercial e Marketing da chinesa no Brasil. A conquista evidencia a rápida expansão do mercado de veículos elétricos no Brasil e a influência da marca na democratização dessa tecnologia.
Expansão e influência da BYD no mercado brasileiro de EVs
O portfólio da BYD inclui modelos de entrada, como Dolphin e Dolphin Mini, além de veículos de preço mais elevado, como Seal e Yuan. Baldy afirma ter “convicção” de que a empresa foi fundamental para viabilizar a presença e o crescimento do mercado de veículos elétricos no Brasil.
“Chegar a 100 mil veículos vendidos em um período tão curto é significativa, pois considero que a empresa deu início à transição tecnológica na indústria automobilística brasileira”, destacou Baldy. “Lançamos o Dolphin em 2023 e essa foi uma verdadeira revolução no mercado.”
Revolução dos elétricos e democratização
Segundo o executivo, essa marca foi possível porque o brasileiro demonstra maior abertura à inovação e novas tecnologias do que outros povos. A entrada da BYD ajudou a democratizar o uso do carro elétrico, que até então era considerado um bem de luxo e inacessível para a maioria da população.
“Traremos veículos de alta qualidade, tecnologia avançada e preços acessíveis, obrigando a indústria tradicional a reduzir seus preços de forma significativa”, afirmou Baldy. A estratégia da BYD trouxe uma transformação importante ao mercado, que passou a oferecer opções mais acessíveis para o consumidor comum.
Produção local e projeções futuras
Estando agora com a produção na fábrica na Bahia, a BYD acredita que chegará a 200 mil unidades vendidas no Brasil em um período mais curto. O executivo destaca a confiança conquistada na marca com a produção nacional como fator importante para acelerar esse crescimento.
“O Brasil é o nosso mercado mais importante fora da China, e a produção local nos dá uma maior confiabilidade para ampliar as vendas ainda mais rápido”, afirmou Baldy. Contudo, ele reconhece que fazer projeções é desafiador, devido ao mercado altamente competitivo e sensível a preços.
Desafios e credibilidade na eletrificação
Baldy ressalta que mitos ainda precisam ser quebrados, como a segurança das baterias, que não pegam fogo, e a facilidade de instalação de carregadores em edifícios. “A durabilidade e a sustentabilidade dos veículos reforçam a confiança do consumidor”, completou.
Segundo o executivo, a confiança na produção nacional deve facilitar a chegada a 200 mil unidades mais rapidamente. Além disso, ele avalia que o cenário de eletrificação no Brasil favorece a entrada de empresas chinesas e tradicionais, que buscam ali um desenvolvimento tecnológico avançado.
Colaboração entre chinesas e montadoras tradicionais
Para Baldy, a associação de montadoras tradicionais com o know-how chinês é uma estratégia para acelerar a inovação. “A China investiu em pesquisa e desenvolvimento, tornando-se referência global em tecnologias de veículos elétricos”, comentou. “As montadoras tradicionais também estão buscando esse avanço, principalmente na China, para oferecer produtos competitivos no mercado mundial.”
Com esse cenário de rápida evolução, Baldy reforça que o Brasil tende a se consolidar como um dos principais mercados de EVs fora da China, impulsionado também pelo crescimento da produção local.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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