Azul chega a acordo com credores para recuperação nos EUA
A Azul Linhas Aéreas apresentou um acordo com o comitê que representa os credores quirografários da companhia, que detêm títulos sem garantia, no âmbito do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. O entendimento foi anunciado nesta segunda-feira (1º) e envolve apoio ao plano de reestruturação da empresa, que visa sair da falência até o início de 2026.
Credores e opções de pagamento
Após a conclusão do processo, esses credores poderão escolher entre receber uma fatia proporcional em dinheiro de até US$ 20 milhões ou participar de um fundo criado especificamente para compensar esses títulos sem garantias, o Fundo GUC. Essa alternativa envolve pagamento por ativos e ganhos futuros previstos pela Azul após sua saída do plano de recuperação judicial.
Contribuições ao fundo de credores
A Azul desenhou três formas de contribuição ao fundo: um bônus de subscrição de até 5,5% do capital social após atingir US$ 3,8 bilhões de valor de mercado, pagamentos anuais de até US$ 6,5 milhões condicionados ao cumprimento de metas financeiras até 2029, e aportes entre US$ 2,5 milhões e US$ 5 milhões para despesas administrativas e do agente fiduciário.
Avanços na reestruturação
Segundo o CEO da Azul, John Rodgerson, o acordo representa um avanço no processo de readequação financeira da companhia, que em maio, quando solicitou proteção via Chapter 11, tinha uma dívida superior a R$ 2 bilhões. Na ocasião, a empresa anunciou uma redução de 35% na frota, atualmente composta por 184 aviões.
Rodgerson afirmou: “Continuamos avançando em nossa reestruturação com o apoio dos principais stakeholders, incluindo nossos credores quirografários, com os quais chegamos a um acordo após negociações construtivas”.
Próximos passos e perspectivas
O tribunal de Nova York realizará uma audiência na próxima segunda-feira (7) para aprovar os termos do acordo. Após a aprovação, os credores receberão o Plano de Reorganização da Companhia para votação. A previsão da Azul é deixar a recuperação judicial já no começo de 2026, com os recursos obtidos e o acordo com os credores consolidando sua recuperação financeira.
Para mais detalhes, leia a matéria completa na Fonte.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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