Aliança de Alcolumbre no fundo de pensão do Amapá é alvo de questionamentos

Em meio à operação do Banco Central e da Polícia Federal contra o Banco Master, alvo de liquidação extrajudicial e cujo dono foi preso nesta semana, surgem questionamentos sobre a alocação de R$ 400 milhões pelo fundo de pensão do Amapá, a Amprev. As aplicações, feitas em julho de 2024 sob liderança de Jocildo Silva Lemos, apontam para uma forte influência política na gestão de recursos públicos no estado.

Investimentos controversos na carteira do Amapá Previdência

O aporte de R$ 400 milhões foi conduzido pelo presidente do fundo, Jocildo Silva Lemos, que afirma ter assumido a presidência do órgão por convite do senador Davi Alcolumbre (União-AP). Além dele, o irmão do senador, Alberto Alcolumbre, ocupa o cargo de conselheiro fiscal na Amprev, aumentando os sinais de uma ligação política clara na administração do fundo.

Decisão impulsionada por interesses políticos e econômicos

Segundo relatos internos, Jocildo justificou a escolha pelo Banco Master com a oferta de melhores taxas de juros, apesar de alertas de risco e das recomendações do Ministério da Previdência para evitar instituições com problemas reputacionais. Em reunião em 2024, conselheiros questionaram a decisão de seguir investindo no banco, apesar das informações de risco de insolvência, que culminaram na liquidação do banco nesta semana.

Controvérsia e questionamentos sobre o uso dos recursos

O caso ganhou destaque após o jornal “O Estado de S. Paulo” revelar que, após um aporte inicial de R$ 200 milhões, conselheiros da Amprev já expressavam preocupação com o risco representado pelo Banco Master, que posteriormente foi considerado fraudulento. Na ocasião, Jocildo defendeu a continuidade dos investimentos, alegando que a proposta era a mais vantajosa.

Apesar das críticas, Jocildo afirmou que o comitê de investimentos da Amprev foi alvo de informações falsas e que as aplicações seguiram as normas do Sistema Financeiro Nacional. A justificativa repete a defesa de que o investimento foi feito com base em critérios técnicos, mesmo com os alertas de risco e questionamentos internos.

Relação política e influência no fundo de previdência

A proximidade de Jocildo com Davi Alcolumbre remete a uma tradição de influência política na gestão de recursos públicos. Jocildo também preside a Liga Independente de Escolas de Samba do Amapá, entidade apoiada com recursos de emendas de Alcolumbre, além de integrar a executiva estadual do União Brasil no Amapá. As conexões reforçam a percepção de uma gestão politicamente influenciada na Amprev.

O impacto da operação e os próximos passos

A operação contra o Banco Master ocorre em um momento de desgaste para o senador Alcolumbre, que também enfrenta questionamentos públicos sobre sua relação com as decisões no fundo de previdência estadual. Diante das investigações e das revelações, a transparência na administração dos recursos públicos no Amapá será intensamente cobrada.

Ainda não há informações oficiais sobre uma eventual investigação direta sobre Jocildo ou Alcolumbre. A investigação sobre o Banco Master e os investimentos do fundo de previdência continuam ganhando destaque na agenda política e econômica do estado.

Para mais detalhes, consulte a reportagem completa no Fonte.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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