Andrés Sanchez é expulso do Corinthians por irregularidades

Andrés Sanchez não faz mais parte do quadro de associados do Corinthians. O Conselho Deliberativo expulsou o ex-presidente do clube, em votação realizada no Parque São Jorge nesta segunda-feira, pelo uso indevido do cartão corporativo para despesas pessoais.

Dos 167 conselheiros presentes, 112 votaram pela expulsão (67,1% do total) e 49 votaram pela não expulsão (29,3%). Houve ainda seis abstenções (3,6%). O Conselho tem 84 conselheiros vitalícios ativos e 200 trienais. Portanto, o comparecimento ficou em 58,8%.

A maioria dos conselheiros presentes seguiu parecer da Comissão de Ética, elaborado pelo presidente em exercício do Conselho, Leonardo Pantaleão, que recomendava a expulsão de Andrés.

Agora, o ex-presidente será notificado formalmente da decisão do Conselho para que a decisão passe a ter efeito, segundo explicou Pantaleão na saída da votação.

– Trata-se de um julgamento do colegiado, o Conselho tem a autonomia, não há necessidade de assembleia-geral para essa finalidade (de expulsão). Agora, ele será comunicado formalmente do resultado e, consequentemente, a decisão passa a ter efeito. O procedimento dentro do clube está esgotado. Eventualmente, caso ele entenda levar essa questão para discussão judicial, é direito dele, não temos controle sobre isso.

Qual é a acusação contra Andrés

O procedimento interno de investigação, iniciado na Comissão de Justiça, apontou que Andrés utilizou o cartão de crédito do Corinthians para despesas pessoais – a mesma irregularidade que rendeu denúncias do Ministério Público à Justiça contra o ex-presidente.

Uso do cartão corporativo

Por causa do uso indevido do cartão corporativo, Andrés também responde a processos na Justiça, em denúncias apresentadas pelo MP.

Em um dos processos, Andrés é acusado de apropriação indébita. Em outro, a Justiça rejeitou, em uma primeira decisão, as denúncias de que o caso caracterizaria lavagem de dinheiro e crime tributário.

O MP também denunciou o ex-presidente Duílio Monteiro Alves (2021-2023). Neste caso, a Justiça acatou a denúncia por apropriação indébita e o tornou réu.

Da Redação

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