Executivo dos EUA distribui US$ 240 milhões em bônus aos funcionários

O executivo Graham Walker conquistou destaque ao vender a Fibrebond, empresa de fabricação de invólucros para equipamentos elétricos nos Estados Unidos, por US$ 1,7 bilhão, com uma condição inédita: a destinação de 15% do valor da negociação para 540 funcionários. Assim, eles receberão ao todo US$ 240 milhões em bônus ao longo de cinco anos, uma média de US$ 443 mil por trabalhador, mesmo sem possuir ações da companhia, informou o Wall Street Journal.

Distribuição dos bônus e condições

Os bônus começaram a ser entregues em envelopes em junho de 2022, e a condição principal é que os funcionários permaneçam na empresa durante o período de cinco anos para receber o valor integral. Segundo o jornal, trabalhadores com mais tempo de casa podem receber montantes maiores, de acordo com a reportagem. O valor médio de US$ 443 mil representa benefícios significativos, sobretudo considerando a ausência de participação acionária.

Reações e histórias de beneficiados

Alguns funcionários ficaram surpresos ou até incrédulos ao abrir as cartas de bônus, enquanto outros acharam que se tratava de uma brincadeira, e houve ainda quem silenciasse diante da notícia, relata o Wall Street Journal. Lesia Key, de 51 anos, que trabalha na Fibrebond há quase três décadas, chorou ao receber seu bônus, usando parte do dinheiro para quitar a hipoteca e abrir uma loja de roupas em uma cidade próxima. Quem são os bilionários do boom da inteligência artificial?

Contexto e impacto da decisão

Walker justificou a decisão dizendo que ela reflete a valorização da lealdade dos funcionários durante momentos difíceis. Em entrevista ao jornal, o executivo revelou ainda que a atitude foi uma forma de reconhecer quem permaneceu na empresa após crises como incêndios e dificuldades econômicas. Alguns empregados, com relação à sua utilização do bônus, quitaram dívidas, investiram na aposentadoria ou abriram negócios próprios, enquanto outros gastaram o valor em um único dia.

Reações do mercado e especial atenção ao silêncio

Embora seja comum que funcionários se beneficiem com a venda de empresas ou IPOs, a distribuição de bônus a quem não possui participação acionária é bastante rara e chamou atenção de especialistas. Segundo o Wall Street Journal, as reações variaram entre surpresa, ceticismo e silêncio entre os beneficiados.

Histórico e desafios da Fibrebond

Fundada em 1982, a Fibrebond enfrentou vários obstáculos, incluindo um incêndio em 1998 e dificuldades durante a bolha da internet, chegando a ter apenas três clientes e reduzir drasticamente sua equipe. Nos anos 2000, após assumir o controle da companhia, Graham Walker diversificou os negócios e investiu US$ 150 milhões na expansão voltada a data centers e tecnologias como inteligência artificial e gás natural liquefeito, além de manter a lealdade dos funcionários ao priorizar o pagamento de salários mesmo em momentos de crise econômica.

Segundo Walker, o incentivo financeiro foi uma forma de fortalecer o vínculo dos empregados com a empresa, reconhecendo seu comprometimento e resiliência ao longo dos anos. Fonte: O Globo

Com informações do Jornal Diário do Povo

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