Engie inicia operação do primeiro trecho do sistema de transmissão Asa Branca

Na quarta-feira, 26 de novembro, a Engie deu início à operação comercial do primeiro trecho do Sistema de Transmissão Asa Branca, no Brasil. A obra, resultado de um arremate no Leilão de Transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2023, tem como objetivo conectar as regiões Nordeste e Sudeste, facilitando o escoamento de energia proveniente de fontes renováveis.

Detalhes do projeto Asa Branca

O trecho abrange a região centro-sul da Bahia, passando por 19 municípios e totalizando 334 km de extensão. As obras, que começaram em agosto de 2024, conectam as subestações Morro do Chapéu II e Poções III e representam um investimento de R$ 2,67 bilhões. A conclusão do projeto está prevista para ocorrer em 2053, considerando o período de 30 anos a partir da assinatura do contrato, em setembro de 2023.

Objetivos e impactos do sistema de transmissão

A iniciativa visa viabilizar o transporte de energia de fontes renováveis, além de ampliar a estabilidade do fornecimento energético na região. Segundo a Engie, a obra deve gerar cerca de 4 mil empregos diretos na área. “O avanço das obras de Asa Branca marca um passo importante para a expansão da infraestrutura elétrica nacional”, afirmou Eduardo Sattamini, diretor-presidente da sucursal brasileira da Engie. “Ao interligar as regiões Nordeste e Sudeste, o projeto reduz riscos de oscilação ou interrupção no abastecimento e contribui para diversificar a matriz energética”, destacou.

Outros projetos da Engie e perspectivas futuras

Além do Sistema Asa Branca, a Engie opera várias linhas de transmissão, incluindo a Gralha Azul, no Paraná, com 909 km; a linha Novo Estado, que conecta os estados do Tocantins e Pará, com 1.800 km; e a Graúna, entre Minas Gerais e Espírito Santo, com 162 km. A empresa também trabalha com transporte de gás natural e soluções energéticas sustentáveis.

Próximos passos e expectativas

Segundo a Engie, enquanto a obra do primeiro trecho já está em operação, a expectativa é de que os demais trechos sigam em andamento, fortalecendo a infraestrutura de transmissão de energia renovável no Brasil. A conclusão completa do sistema deve ampliar o acesso a fontes limpas e contribuir para a redução de riscos de oscilações na rede elétrica nacional.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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