Governo veta pó para preparo de café Fellow Criativo por questões de segurança e propaganda

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta terça-feira (28) a proibição do pó para preparo de café Fellow Criativo, da marca Cafellow. A medida envolve a venda, fabricação, distribuição, propaganda e uso do produto no Brasil.

Motivos da proibição do pó Fellow Criativo

A decisão da Anvisa ocorreu devido a três motivos principais. Primeiro, o produto contém extrato de cogumelo Agaricus bisporus, um ingrediente que não foi avaliado quanto à segurança de uso em alimentos pelo órgão regulador. Segundo, o rótulo e a publicidade indicam que o pó serve para ‘controle de insulina’ e ‘diminui o colesterol’, alegações que não possuem autorização oficial da agência. E, por fim, o produto é comercializado como pó para preparo de café, embora o rótulo apresente informações que podem induzir o consumidor a acreditar que se trata de café verdadeiro, gerando confusão.

Posicionamento da Cafellow e composição do produto

Em contato com o g1, a Cafellow, que vende seus produtos pela internet, declarou que ainda fornece uma resposta oficial. Segundo o site da marca, o Fellow Criativo contém ingredientes como café torrado e moído 100% arábica, extrato de cogumelo e aromatizantes. A embalagem destaca a inscrição “pó para preparo de café”, sabor caramelo e baunilha, além de apresentar o produto como “café em sachê” com sabor de cereja e framboesa com maca peruana. No entanto, a descrição oficial também argumenta que o produto é “café arábica com extrato de cogumelo”.

Produtos relacionados e legislação brasileira sobre café

A Cafellow comercializa outros dois tipos de sachês: o Fellow Determinado, considerado café puro, e o Fellow Sensual, com sabor cereja e framboesa e adição de maca peruana. Ainda que tenham a inscrição “café em sachê”, o que caracteriza o produto como café puro, a legislação brasileira determina que, para ser considerado café, o produto deve conter apenas grãos de café. Impurezas naturais, como folhas e cascas, são permitidas em até 1%, mas a presença de elementos estranhos, como trigo, milho, adoçantes artificiais e corantes, é proibida.

Impacto da decisão e próximos passos

A proibição reforça o compromisso da autoridade reguladora em garantir a segurança do consumidor e evitar informações enganosas. A Anvisa destacou que produtos que apresentem ingredientes ou alegações não autorizadas podem representar riscos à saúde. A Cafellow ainda não divulgou uma posição definitiva, aguardando resposta oficial.

Segundo especialistas, a atenção às regras de rotulagem e composição é fundamental para o comércio de alimentos e bebidas no Brasil. A fiscalização busca assegurar transparência e segurança na cadeia produtiva, protegendo o consumidor de práticas que possam causar confusão ou prejuízo à saúde.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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