Brasil e EUA avançam na negociação para suspender tarifa tarifária

Após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada no domingo na Malásia, autoridades brasileiras e americanas trabalham para retomar as relações bilaterais. O foco imediato é a suspensão do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, uma medida que pode ser resolvida em semanas, segundo sinais de Trump durante o encontro.

Negociações e planos em curso

Representantes diplomáticos dos dois países se reuniram ontem, incluindo uma conversa entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Além disso, Vieira dialogou por telefone com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA. Segundo fontes do governo brasileiro, há duas opções principais em discussão:

  • O plano A, já formalizado com Rubio, prevê a suspensão do tarifaço até a conclusão de um acordo comercial.
  • O plano B envolve ampliar a lista de itens isentos dessa sobretaxa, incluindo recursos naturais considerados essenciais pelos EUA.

Se os Estados Unidos concordarem com a suspensão, o Brasil iniciará negociações para eliminar a sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros, que já sofre uma tarifa adicional de 10% desde antes de agosto. Essa tarifa tem impacto em setores estratégicos, como aço, alumínio, carne e café, dificultando um diálogo comercial equilibrado.

Impacto na relação econômica e perspectivas

Segundo interlocutores do governo, a retomada do diálogo representa uma virada na relação comercial, marcada por uma postura mais franca e a disposição de reconstruir a confiança mútua. Apesar das perspectivas positivas, permanecem dúvidas sobre o que poderia ser incluído em um eventual acordo, principalmente no que diz respeito às negociações sobre tarifas e regulamentações.

Pontos pendentes e futuras ações

Entre os assuntos ainda em aberto estão as sanções por parte dos EUA contra cidadãos brasileiros, especialmente contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, considerado por Washington como adversário do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, aguardam-se ainda respostas em relação à investigação americana com base na Seção 301, que trata de práticas comerciais supostamente desleais, como tarifas elevadas do Brasil e questões relacionadas à propriedade intelectual, desmatamento ilegal e uso do Pix como meio de pagamento.

Segundo fontes próximas às negociações, o encontro histórico marcou uma tentativa de reequilibrar as relações comerciais, abrindo caminho para negociações mais amplas sobre tarifas, comércio e regulamentações.

Para mais detalhes, acesse a matéria completa.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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