Grandes do e-commerce revelam estratégias para a Black Friday e Natal
Com pouco mais de dois meses até o encerramento de 2025, gigantes do setor de e-commerce no Brasil estão intensificando suas ações para conquistar o consumidor na Black Friday e no Natal. As duas datas devem responder por 16% do faturamento anual do segmento neste ano, com expectativa de crescimento superior a 10% nas vendas em relação a 2024, mesmo diante da desaceleração econômica e do endividamento das famílias.
Inovações estratégicas para a temporada de fim de ano
Para atrair clientes, as plataformas buscam entregas cada vez mais rápidas, investimentos em maior variedade de produtos e facilidades no pagamento. Além disso, vêm estimulando os vendedores a ampliar suas ofertas nos marketplaces, uma estratégia de ampliar o portfólio de produtos disponíveis nas vitrines virtuais.
Entregas ágeis e portfólios ampliados
Empresas como Amazon, Magalu e Mercado Livre intensificaram a ampliação de seus centros de distribuição e investem em logística eficiente. A Amazon, por exemplo, reforçou sua rede de 12 centros de distribuição, zerou taxas de armazenamento até janeiro de 2026 e criou o “Vapt”, uma iniciativa que possibilita entregas no mesmo dia para compras de itens menores, com o objetivo de atingir mais de 200 polos logísticos até o final do mês.
O Mercado Livre também aposta na mesma estratégia, com mais de 150 milhões de produtos em 50 categorias, incluindo supermercado, farmácia e peças automotivas. A empresa oferece entregas grátis no mesmo dia para compras acima de R$ 19 no plano Prime, que também oferece streaming de conteúdo digital.
Preços dinâmicos e ações de antecipação
Para competir, plataformas como Shopee e Magalu adotaram preços dinâmicos, semelhante ao modelo de aplicativos de corrida, permitindo que vendedores ajustem automaticamente seus preços para acompanhar a concorrência ou por demanda. Além disso, estão realizando ações de antecipação, com promoções, cupons e descontos para estimular as compras antes do pico do fim de ano, buscando suavizar o volume de vendas e evitar gargalos logísticos.
Novidades para os consumidores
Entre as ações para a Black Friday e Natal, algumas plataformas oferecem serviços como pacotes de streaming, cashback, cupons e frete grátis para compras de alimentos e produtos de supermercado, com entregas no mesmo dia ou no dia seguinte. A Shopee, por exemplo, planeja dobrar a quantidade de cupons de desconto, além de investir em lives e publicações no YouTube Shopping para aumentar a oferta de promoções.
A Amazon, que consolidou sua presença no Brasil com investimentos de R$ 13,75 bilhões realizados em 2024, também lançou uma nova estratégia com redução do valor mínimo para entregas grátis via Prime, além de contratar 13 mil temporários para suportar o aumento na demanda nesta temporada.
Concorrência acirrada e diferenciais nacionais
O setor enfrenta uma competição acirrada, especialmente com o crescimento de plataformas asiáticas como Temu, Shein e AliExpress, que atraem consumidores com preços agressivos e modelos logísticos eficientes. Grandes empresas brasileiras e multinacionais têm reagido investindo em confiança, experiência de compra e relacionamento, principalmente no pós-venda, com ofertas de parcelamento, programas de fidelidade e entrega rápida.
Preparação e tendência do mercado
De acordo com analistas, a preparação começou em setembro, com testes de novas tecnologias para estimular a antecipação das compras e evitar a sobrecarga logística de novembro. Empresas também estão investindo na diversificação de categorias e na ampliação da oferta de produtos, incluindo itens automotivos, eletrônicos e de farmácia.
O movimento inclui parcerias estratégicas, inovação na logística e ações de marketing focadas na experiência do consumidor. A expectativa é de que essas estratégias elevem o faturamento do setor e tragam melhorias no atendimento e na disponibilidade de produtos durante o período festivo.
Perspectivas para o fim do ano
Com as iniciativas em andamento, as empresas do setor de e-commerce visam não apenas aumentar as vendas nesta temporada, mas também fortalecer o relacionamento com o consumidor brasileiro. A estratégia é oferecer uma experiência de compra mais rápida, confiável e atraente, consolidando a posição do comércio eletrônico no Brasil neste momento de maior demanda anual.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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