Alckmin: temas proibidos não existem na conversa entre Lula e Trump

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado que não há “temas proibidos” na conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula e o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para domingo na Malásia. A reunião bilateral ocorre em um cenário regional tenso, marcado por questões tarifárias e pela intensificação da intervenção estadunidense na América do Sul, especialmente na Venezuela, com ações como bombardeios de embarcações.

Expectativa positiva para encontro entre Lula e Trump

Durante coletiva de imprensa em São Paulo, onde participava do ato pelos 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, torturado por tortura durante a ditadura militar, Alckmin destacou que a expectativa pelo encontro é otimista. “Encontro de dois líderes que irão defender os seus países e trabalhar para fortalecer a relação Brasil-Estados Unidos. Acho que tem uma avenida pela frente”, afirmou.

Pautas além das tarifas

Segundo Alckmin, há outros temas além das disputas tarifárias em discussão na reunião. “Tem outros temas como data center. Já foi feita a medida provisória. Isso é um estímulo forte para atrair data center. O Brasil tem energia abundante e renovável, além de terras raras. Há uma pauta extensa de possibilidades de parceria, de ‘ganha-ganha’”, detalhou o ministro, que também destacou os “201 anos de parceria” entre Brasil e Estados Unidos.

Encontro à margem da cúpula da ASEAN

O esperado encontro entre Lula e Trump será realizado à margem da 47ª reunião de cúpula da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), na qual ambos foram convidados. Lula comentou sua expectativa para a conversa: “Vim com a disposição de que a gente possa encontrar uma solução. Tudo depende da conversa. Trabalho com o otimismo de que a gente possa encontrar. Não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda. Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Pode ficar certo de que vai ter uma solução”, afirmou o presidente, que já está na Malásia.

Alckmin reforçou que, apesar do cenário complexo, a intenção é de diálogo aberto e produtivo. “Esperamos que role (a reunião). Trabalho com a disposição de encontrar soluções. Tudo depende do conteúdo da conversa”, concluiu.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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