Ouro atinge recorde após mudança na classificação aduaneira dos EUA

As cotações do ouro atingiram patamares recordes nesta sexta-feira, após uma consulta da alfândega dos Estados Unidos revelar que barras de 1 quilo e 100 onças, anteriormente consideradas isentas, passarão a ser tarifadas. A decisão inflama os mercados e pode afetar o fluxo global do metal precioso.

Alteração na classificação do ouro e impacto nos mercados

Nos Estados Unidos, as barras de ouro que representam grande parte das exportações suíças e referência no mercado financeiro global agora estão classificadas sob um código aduaneiro que as torna sujeitas a tarifas, contrariando informações anteriores que as isentavam. Segundo a carta da alfândega americana, essas barras passam a ser consideradas “semi-manufaturadas”, com impacto potencial na formação do preço do ouro em Nova York, principal centro de contratos futuros do metal.

Repercussões nas cotações e operações comerciais

Após a divulgação, os contratos futuros de ouro em Nova York alcançaram um novo recorde intradiário de US$ 3.534 por onça troy, enquanto os preços em Londres permanecem estáveis. Essa disparada surpreendeu analistas e operadores, que já avaliam as consequências de uma possível tentativa de renegociação ou contestação legal por parte das empresas afetadas.

Segundo especialistas, a medida pode interromper embarques de ouro vindos de centros principais de refino, como a Suíça e Hong Kong, além de elevar o custo do ouro negociado nos EUA e gerar um desequilíbrio nas cotações globais. A restrição também ameaça o papel de Nova York como maior mercado de contratos futuros de ouro do mundo.

Incertezas e possibilidades futuras

Analistas buscam entender se outras categorias de barras, como as de 400 onças negociadas em Londres, também serão incluídas na tarifação. Há suspeitas de que a decisão do governo americano possa ter sido um equívoco ou uma avaliação prejudicial, levando a possibilidades de contestação judicial ou lobby contra a medida.

Especialistas também destacam que a classificação em um código mais restritivo pode prejudicar a liquidez no mercado de ouro, além de dificultar o funcionamento dos contratos futuros. Gerentes de refinarias na Ásia já sinalizam que adotaram medidas preventivas, suspendendo embarques para os EUA até nova orientação oficial.

Reação global e perspectivas

Na prática, a nova tarifação pode interromper as importações de ouro em barras de referência, aumentando o prêmio sobre o preço à vista e agravando as tensões comerciais nas negociações multilaterais. A situação ainda está em evolução, com muitas incógnitas sobre o alcance da decisão e suas repercussões no comércio internacional de metais preciosos.

Segundo fontes do mercado, as importações mensais de ouro pelos EUA chegaram a 43 toneladas em janeiro, quase o dobro da produção mensal de refinarias americanas. Analistas consideram que essa mudança pode provocar um aumento na volatilidade e elevar o prêmio dos contratos futuros negociados em Nova York, que já estão em níveis elevados em relação ao preço internacional.

Para saber mais detalhes sobre o impacto das tarifas e a resposta do mercado, acesse a reportagem completa.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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