Tarifão de Trump provoca 4 mil demissões no setor madeireiro do RS
Após o anúncio da sobretaxa de 50% para produtos brasileiros pelos Estados Unidos, cerca de 4 mil empregos foram eliminados no setor madeireiro do Rio Grande do Sul, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci). A medida, implementada em 9 de julho, afetou empresas que exportam principalmente para o mercado norte-americano, responsável por metade das vendas do setor.
Impacto das tarifas na indústria madeireira
Entre 9 de julho e 15 de setembro, a associação constatou a perda de 4 mil empregos, incluindo trabalhadores em férias coletivas e em layoff. A dependência do mercado dos EUA é elevada: em alguns segmentos, as vendas para o país representam 100% do total, o que intensificou os efeitos da sobretaxa.
As exportações de produtos de madeira processada tiveram queda de 35% a 50%, evidenciando o cancelamento de contratos e embarques. Segundo a Abimci, essa situação deve piorar, podendo levar ao corte de mais 4.500 empregos nos próximos dois meses, caso não haja uma solução.
Críticas ao governo e apelos por diálogo diplomático
A associação brasileira pediu às autoridades que estabeleçam um canal diplomático com os Estados Unidos, buscando negociações técnicas que possam reverter a tarifação. Em nota, a entidade afirmou que a única saída viável é a negociação direta entre os governos, ressaltando que a competência para resolver a questão cabe exclusivamente ao governo federal.
“A única solução é a negociação direta entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos para uma adequação das tarifas e o restabelecimento do comércio bilateral. Essa competência é exclusiva do governo federal, que até o momento não adotou as medidas necessárias com o bom senso adequado”, declarou a Abimci.
Cenário do setor no Brasil
O setor madeireiro brasileiro exportou US$ 1,6 bilhão em produtos para os Estados Unidos em 2024, reforçando a importância do mercado para a indústria nacional. A crise gerada pelas tarifas representa um desafio complexo que exige ações diplomáticas rápidas e eficazes para minimizar os danos aos empregos e às empresas brasileiras.
Mais informações podem ser acessadas na reportagem completa do G1.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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