Setor público registra superávit de R$ 32,4 bilhões em outubro
O governo brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 32,4 bilhões em outubro, conforme divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (28/11). O resultado é inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando o superávit foi de R$ 36,9 bilhões. Apesar disso, a dívida pública permanece estável, atingindo 78,6% do Produto Interno Bruto (PIB).
Desempenho fiscal e dívida pública
O Boletim de Estatísticas Fiscais do Banco Central revela que, em 12 meses, o setor público acumulou um déficit primário de R$ 37,7 bilhões, o que corresponde a 0,30% do PIB. Este valor é um leve aumento frente ao déficit de R$ 33,2 bilhões (0,27% do PIB) até setembro, último período abreviado pela medição de meses anteriores.
Segundo o documento, o superávit de R$ 36,2 bilhões do governo central (que engloba Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) contrastou com déficits de R$ 3,6 bilhões nos governos regionais e de R$ 149 milhões nas empresas estatais.
Dívida bruta e dívida líquida
A dívida bruta do governo geral chegou a 78,6% do PIB (R$ 9,9 trilhões) em outubro, posição semelhante à de setembro, refletindo a evolução dos juros nominais e a variação negativa do PIB nominal, que subiu 2,1 pontos percentuais no ano.
Já a dívida líquida, que desconta reservas financeiras, atingiu 65% do PIB (R$ 8,1 trilhões), com aumento de 0,2 ponto percentual no mês. O incremento está relacionado aos efeitos dos juros, do superávit primário e da desvalorização cambial, além da variação negativa do PIB nominal.
Contexto e perspectivas
O resultado de outubro reforça a estabilidade da dívida pública brasileira, mesmo diante de desafios fiscais. Conforme analistas do setor, a manutenção do superávit primário é um sinal positivo para as contas públicas, embora ainda haja necessidade de controle na execução fiscal para evitar maior endividamento.
O Banco Central continuará monitorando a dívida e as receitas do país, enquanto o governo busca equilibrar o crescimento econômico com a sustentabilidade fiscal, especialmente diante do cenário externo e das metas de inflação.
Para mais informações, consulte o boletim de estatísticas fiscais do Banco Central.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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