Senado aprova projeto que isenta de IR quem ganha até R$ 7.350
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou nesta quarta-feira (24) um projeto de lei que estabelece a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 7.350 mensais. A proposta, que ainda precisa passar por outras instâncias legislativas, visa ampliar os benefícios fiscais para a classe média e baixa, em um momento de disputa política entre os líderes alagoanos Renan Calheiros e Arthur Lira.
Detalhes do projeto e objetivo de ampliar a faixa de isenção
Segundo o texto aprovado, atualmente, o limite de isenção é de R$ 6.677,55. Com a mudança, esse valor será elevado para R$ 7.350, garantindo maior conforto fiscal para milhares de trabalhadores que atualmente pagam imposto de renda.
De acordo com o relator, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a iniciativa pretende reduzir a carga tributária sobre os mais vulneráveis e contribuir para o crescimento do consumo interno. “Esse projeto é uma medida importante para ampliar o poder de compra das classes trabalhadoras e estimular a economia”, afirmou.
Contexto político e debates na Câmara
Outra proposta semelhante está em discussão na Câmara dos Deputados. O objetivo de ampliar a faixa de isenção do IR tem gerado debate entre diferentes partidos e lideranças do Congresso.
A disputa entre os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Arthur Lira (PP-AL), ambos de Alagoas, aparece como pano de fundo da tramitação do projeto na comissão. Analistas avaliam que esses embates refletem o cenário de forte disputa por influência parlamentar e por posições no governo.
Próximos passos e impacto esperado
Agora, o projeto seguirá para votação no plenário do Senado, onde o governo espera consolidar a aprovação antes de enviá-lo à Câmara. Especialistas estimam que a medida pode beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros, além de gerar impacto fiscal de aproximadamente R$ 20 bilhões anuais.
Segundo informações do G1, a proposta ainda enfrenta resistência de alguns setores, que apontam riscos de aumento de déficit e questionam a sustentabilidade fiscal da iniciativa.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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