Queda do dólar e desteques da análise econômica nesta quarta-feira

O dólar iniciou esta quarta-feira (10) em alta, subindo 0,48% e sendo negociado a R$ 5,4610 por volta das 12h15. Paralelamente, o Ibovespa avançava 0,37%, atingindo 158.562 pontos. Os investidores estão atentos à última “superquarta” do ano, marcada por decisões importantes sobre juros, inflação e cenário político nacional e internacional.

Fatores que influenciam a cotação do dólar nesta quarta

A expectativa pelo anúncio da decisão do Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, sobre a política de juros é um fator crucial. A previsão é de corte de 0,25 ponto percentual, o que pode impactar a valorização do dólar globalmente. O mercado também acompanha a decisão do Banco Central do Brasil, que deve manter a Selic em 15% ao ano, com sinais de quando novas reduções podem ocorrer, possivelmente só em março de 2025.

Indicadores econômicos e política local

O IBGE divulgou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, com alta de 0,18%, confirmando uma fase de desaceleração da inflação. O acumulado do ano ficou em 3,92%, enquanto a inflação de 12 meses atingiu 4,46%, ambos dentro do intervalo de tolerância do Banco Central.

Segundo Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos, o resultado reforça a tendência de desinflação gradual, sem alterações na estratégia de juros do Banco Central. “A expectativa é de que o ciclo de cortes comece só em março, pois o foco permanece na contenção da inflação,” afirmou.

Impacto no mercado cambial e no cenário político

Além das expectativas sobre os juros, o cenário político também influencia as oscilações da moeda estrangeira. A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa decisão reacende dúvidas sobre o impacto eleitoral para 2026, afetando o humor do mercado e o câmbio.

Agentes de mercado avaliam que a continuidade do atual governo dificulta ajustes fiscais mais robustos, o que tende a pressionar o dólar para cima e o Ibovespa para baixo, na análise de Roberto Santos, do Instituto de Energia da UFRJ.

Dados recentes do mercado e expectativas para os juros

O dólar acumulou alta de 0,04% na semana, de 1,87% no mês e recuou 12,05% no ano. Já o Ibovespa tem alta de 0,39% na semana, queda de 0,69% no mês, mas um avanço expressivo de 31,34% no ano.

Com relação à inflação de novembro, o IPCA veio alinhado às expectativas do mercado, reforçando a estratégia de manutenção dos juros pelo Banco Central. Economistas como Lucas Barbosa destacam a melhora na composição, especialmente no setor de serviços, e a redução na pressão dos alimentos ao longo do ano.

Decisões sobre juro e o cenário internacional

Hoje, também, o mercado espera as decisões do Copom, que deve manter a Selic em 15%. Nos EUA, a expectativa é pelo corte nas taxas de juros do Federal Reserve, refletindo um cenário econômico de sinais de fraqueza, apesar de o desemprego estar em níveis baixos.

O comportamento das bolsas globais, com destaque para Nova York, Europa e Ásia, demonstra cautela, com sinais de queda antes da definição do Fed. Os mercados também reagem aos indicadores de inflação, criação de empregos e dados econômicos internacionais.

Fonte

Com informações do Jornal Diário do Povo

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