PM-SP aposenta tenente-coronel acusado de matar a esposa


A Polícia Militar de São Paulo aposentou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, acusado pelo feminicídio de Gisele Alves Santana e fraude processual. Ele vai para reserva recebendo o salário integral, após fazer pedido à corporação.

O militar está aposentado voluntariamente. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo e já passa a ter efeito.

Na estrutura militar, a reserva é o equivalente à aposentadoria. Apesar disso, o agente pode ser convocado em situações excepcionais de necessidade da PM.

Preso no presídio militar Romão Gomes, Rosa Neto continuará a receber o valor total de sua remuneração. Isso se deve ao fato de ter atingido o tempo de serviço e outros requisitos exigidos pela legislação.

O salário bruto do oficial é próximo de R$ 21 mil, mas chegou a R$ 34,6 mil em janeiro, com bonificações. Além do salário principal, o contracheque de janeiro registrou R$ 3.748,04 na rubrica “abono permanência e outras indenizações”, pago a servidores que já podem se aposentar, mas seguem na ativa. O total bruto pago no mês foi de R$ 34.609,91, segundo o Portal da Transparência de São Paulo.

Tenente-coronel ainda pode ser expulso

Expulsão do militar ainda está sob análise e a decisão de reserva não suspende processo administrativo instaurado após a prisão. No dia 30 de março, a Secretaria de Segurança Pública informou que o inquérito estava no fim, enquanto o Comando-geral avaliava a perda da patente.

Caso seja expulso, Rosa Neto deve ser transferido para um presídio comum. A mudança não é automática e só ocorre se o tribunal determinar a perda do posto.

Da Redação

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