Névoa ou neblina: meteorologista explica fenômeno registrado em Teresina

A meteorologista Sônia Feitosa, da sala de monitoramento do clima da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), explicou  que a forte névoa registrada nesta terça-feira (7) em Teresina reduziu significativamente a visibilidade em várias regiões da capital. Pontes, avenidas e prédios ficaram parcialmente encobertos por uma camada esbranquiçada que chamou a atenção de moradores e motoristas.

“Quando a umidade fica muito alta e chega próximo do ponto de condensação, geralmente acima de 80%, o ar resfria perto da superfície. Com isso, surgem muitas partículas de água suspensas. É como se as nuvens estivessem em contato com o solo. Essas microgotículas se condensam e acabam reduzindo a visibilidade”, explicou.

A meteorologista explicou que esse processo é semelhante ao que ocorre na formação das nuvens, mas acontece praticamente ao nível do solo. Ela também destacou a diferença entre dois fenômenos atmosféricos frequentemente confundidos: neblina e névoa.

“A neblina é mais densa, tem muito mais partículas condensadas. Nesses casos, a visibilidade pode ficar menor que um quilômetro. Já a névoa ocorre pelo mesmo processo de condensação e alta umidade, mas é mais leve, permitindo enxergar um pouco mais distante”, detalhou.

Cuidados

Em Teresina, a presença do fenômeno nas primeiras horas da manhã exigiu mais atenção de motoristas, já que a visibilidade ficou prejudicada em alguns trechos da cidade. Com o avanço do dia e o aumento da temperatura, a tendência é que a neblina se dissipe gradualmente, permitindo o retorno das condições normais de visibilidade.

Da Redação

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