Nelson Tanure nega vínculos com Banco Master após investigação da PF
O empresário Nelson Tanure manifestou-se nesta quarta-feira (14) pela primeira vez após se tornar alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Tanure negou ter qualquer vínculo societário com a instituição de crédito e classificou as infamações como “especulações”.
Resposta de Tanure às suspeitas e esclarecimentos
Por meio de um comunicado divulgado na noite de hoje, Tanure afirmou não ser controlador nem sócio, mesmo minoritário, do Banco Master, reforçando que suas relações com o banco foram “estritamente comerciais”. Ele destacou que suas operações limitaram-se a investimentos, aplicações financeiras e operações de crédito, todos realizados de acordo com a legislação vigente.
Contexto da operação e investigações em andamento
A operação da Polícia Federal, executada nesta semana, apura suspeitas de operações financeiras fraudulentas destinadas a maquiar o balanço do banco, liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2023 após seu colapso financeiro. Internautas apontam que Tanure teria atuado como sócio oculto do banco por meio de relações financeiras complexas, envolvendo fundos, empresas interpostas e operações de crédito.
Posicionamento de Tanure e desvios das relações comerciais
Segundo ele, as relações com o Banco Master ocorreram “sem qualquer ingerência na administração ou conhecimento” de atos suspeitos que estejam sendo investigados. “Todas as operações foram realizadas em estrita conformidade com a legislação”, garante. Tanure também afirmou que seus investimentos no banco, embora tenham sido realizados ao longo de sua trajetória empresarial, representam perdas suportáveis e não envolvem qualquer prática ilícita.
Reação ao procedimento policial e postura diante da investigação
O empresário relatou ter ficado surpreso com o pedido de busca pessoal autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando ter atendido os agentes com respeito e prontidão. Ele descreveu a apreensão de seu celular como “uma cena inusitada”, destacando sua resistência em colaborar com as autoridades, mas reafirmando sua disposição de contribuir com as investigações.
Perspectivas e declarações finais de Tanure
Em seu comunicado, Tanure reforçou a confiança na seriedade do processo judicial e declarou que suas ações sempre tiveram origem em recursos legais provenientes de suas atividades empresariais. Ele ainda afirmou que continuará disponível às autoridades, na certeza de que suas relações financeiras com o antigo banco são lícitas e que os eventuais prejuízos decorrentes dessas operações não comprometem sua trajetória.
O que dizem as investigações e o posicionamento das instituições
As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público apontam Tanure como uma figura de influência oculta por trás do Banco Master, por meio de estruturas societárias complexas, além de relacionamentos com fundos e entidades financeiras. Um relatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também indica uma atuação coordenada entre o empresário e a instituição, relacionada a tentativa de inflar o valor das ações da empresa Ambipar, que hoje passa por recuperação judicial.
Por sua vez, a defesa de Daniel Vorcaro afirma que o banqueiro nega qualquer irregularidade e que vem colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos. A operação continua sob sigilo, e as investigações apontam que os recursos envolvidos nas operações têm origem na trajetória empresarial de Tanure, marcada por investimentos em setores como telecomunicações, petróleo, energia e construção civil.
Leia a íntegra do comunicado de Tanure
“Na manhã desta quarta-feira (14/01/2026), fui surpreendido com um pedido de ‘busca pessoal’, emitido pelo STF, que atendi com respeito e prontidão. Na ocasião, meu celular foi recolhido.”
“Cena inusitada para mim, nessa quadra da minha vida, com mais de 50 anos de vida empresarial nos mais diversos campos da economia brasileira.”
“A cobertura sobre o fato foi agravada pela publicação de inverdades, dando ares de realidade ao que não passa de especulação.”
Diante disso, em respeito à minha história e à de todos que dela participam, quero deixar uma mensagem aos que realmente me conhecem, acompanham, que fazem ou fizeram negócio comigo ou com empresas das quais participo.”
“NÃO fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente, inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes.”
“Mantivemos com o referido banco relações estritamente comerciais, sempre na condição de cliente ou aplicador, assim como fazemos com outras instituições financeiras no Brasil e no exterior. Essas relações envolveram aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias, sem qualquer ingerência na gestão ou conhecimento das outras operações internas dessas instituições. Todas as operações foram realizadas em estrita conformidade com a legislação e a regulamentação vigentes.”
“Jamais tivemos participação, ou sequer conhecimento, de eventuais relações mantidas pelo extinto Banco Master com terceiros, sejam eles Reag, BRB, Fictor ou outras instituições financeiras, fundos de pensão, fundos árabes, RPPA, entes públicos, políticos ou quaisquer outros agentes baseados em Brasília.”
“Eu permaneço à disposição das autoridades e da Justiça para cooperar, confiando na seriedade das investigações e na minha conduta íntegra. Tenho fé de que todos os fatos relacionados a mim serão devidamente esclarecidos e que minhas ações foram sempre lícitas, mesmo que tenham causado prejuízos.”
Com informações do Jornal Diário do Povo
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