Natura vende Avon Internacional por valor simbólico na tentativa de reduzir prejuízos

A Natura confirmou nesta sexta-feira (18) a venda da Avon International por apenas £ 1 (R$ 7,23), um valor simbólico, em uma estratégia de desinvestimento de ativos no exterior. A operação não inclui o mercado russo nem as operações da Avon para a América Latina.

Venda simbólica como estratégia para reduzir dívidas

A transação foi anunciada poucos dias após a Natura vender operações da Avon em seis países da América Latina por US$ 1 (R$ 5,30). No universo corporativo, é comum ativos serem adquiridos por valores simbólicos quando acumulam prejuízos elevados ou possuem elevado endividamento, como é o caso da Avon Internacional.

Pressões financeiras e dívidas

Segundo informações, a Avon Internacional possui empréstimos tomados junto à própria Natura, sua controladora atualmente. No segundo trimestre, as operações da Avon Internacional e da Avon Card registraram prejuízo de cerca de R$ 250 milhões, de acordo com analistas do setor.

Condições do acordo e futuras obrigações

O negócio foi fechado com a York Capital e envolve pagamentos adicionais condicionados ao cumprimento de certos indicadores de desempenho, conhecidos como earn-outs. Esses pagamentos podem atingir até £ 60 milhões (R$ 433,8 milhões).

Aspectos financeiros e garantias

De acordo com a Natura, os recebíveis de empréstimos contra a Avon Internacional serão capitalizados antes do fechamento da venda, e o restante será transferido à compradora. Além disso, a Natura concordou em fornecer uma linha de crédito garantida de até US$ 25 milhões, com vencimento de cinco anos após a primeira utilização, que pode ser sacada em até um ano após o negócio.

Expectativa de aprovação e próximos passos

O fechamento da operação depende de aprovações regulatórias, previstas para o primeiro trimestre de 2026. A Natura continua explorando alternativas estratégicas para o mercado russo da Avon, que permanece uma área de interesse para a companhia.

Histórico e perspectivas futuras

Desde a aquisição da Avon, realizada em 2020 por cerca de US$ 2 bilhões, a Natura vem tentando se desfazer de diferentes ativos da marca. Em 2023, vendeu a The Body Shop para um fundo europeu e a australiana Aesop foi vendida à L’Oréal. A venda da Avon Internacional reforça o movimento da Natura de focar em suas operações principais e reduzir dívidas.

A estratégia de desinvestimento faz parte do esforço da Natura para fortalecer sua saúde financeira e reorganizar seu portfólio de ativos em um cenário de mercado desafiador.

Fonte

Com informações do Jornal Diário do Povo

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