Janja lança pacto contra o Feminicídio em Teresina

A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, lançou, nesta quinta-feira (30), em Teresina, o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. Ela destacou a queda de 60% no número de assassinatos de mulheres no estado no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, e defendeu a integração entre os poderes para fortalecer a proteção às vítimas de violência.

“Todas às vezes que eu inicio uma fala trazendo o nome de vítimas é para que nunca esqueçamos que por trás de cada número existe um rosto, uma história, uma família, uma dor que poderia ser evitada.”

A primeira-dama elogiou o trabalho desenvolvido no Piauí contra o feminicídio.

“Segundo os dados do Observatório da Mulher Piauiense, no primeiro semestre de 2026 foram registrados 10 feminicídios no Estado. E eu estou muito feliz, governador. Eu quero parabenizar a rede do Estado do Piauí, porque isso é uma redução de 60% em relação ao mesmo período de 2025. Então eu quero dizer que o Piauí está sendo exemplo para o Brasil.”

O que prevê o Pacto Brasil contra Feminicídio

O Pacto Brasil contra o Feminicídio, que tem como lema “Todos juntos por todas”, busca integrar instituições públicas e a sociedade em uma política permanente de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.

Entre as principais ações previstas estão:

integração entre segurança pública, Justiça, saúde e assistência social;

ampliação e agilização das medidas protetivas;

fortalecimento da rede de atendimento às vítimas;

compartilhamento de dados sobre violência de gênero;

capacitação de servidores públicos;

incentivo à autonomia financeira das mulheres;

enfrentamento da violência digital e da misoginia;

campanhas educativas voltadas também aos homens;

participação de empresas públicas e privadas na proteção das vítimas.

Segundo o Governo Federal, o tempo médio para análise das medidas protetivas caiu de 16 para três dias após a mobilização nacional. Além disso, operações de combate à violência contra as mulheres resultaram em mais de 6,3 mil prisões em todo o país.

Da Redação

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