Israel mata chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã

O chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, general Majid Khademi, foi morto nesta segunda-feira (6) após um bombardeio realizado por Israel em Teerã, capital iraniana. A ação foi confirmada tanto pelas autoridades iranianas quanto pelo Exército israelense, em meio ao aumento das tensões na região.

De acordo com a Guarda Revolucionária, Khademi morreu após um ataque aéreo que classificou como uma ofensiva do “inimigo americano-sionista”. Em comunicado publicado no Telegram, a força militar iraniana afirmou: “O general Majid Khademi, poderoso e experiente dirigente da Organização de Inteligência do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, morreu como mártir no ataque terrorista criminoso do inimigo americano-sionista (…) hoje ao amanhecer”.

Horas depois, o Exército de Israel confirmou a operação, informando que realizou um bombardeio de precisão que resultou na morte do militar. Até o momento, não há confirmação oficial sobre outras vítimas ou feridos no ataque.

Khademi era considerado uma das principais figuras da estrutura militar iraniana. Segundo autoridades de Teerã, ele atuava na Guarda Revolucionária há cerca de 50 anos, sendo reconhecido como um veterano com longa trajetória dentro do regime.

O governo israelense destacou a relevância estratégica do general. Em comunicado, o Exército afirmou que ele era “um dos comandantes mais graduados” da Guarda Revolucionária, com ampla experiência acumulada ao longo de décadas. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que Khademi figurava entre “as três autoridades de mais alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã”.

Ainda segundo os militares israelenses, o general desempenhava papel central em operações de inteligência. “Khademi foi uma figura-chave para reunir inteligência [militar] utilizada para avançar e executar atividades terroristas contra Israel. Ele também participou de tentativas de atingir indivíduos americanos e era responsável por monitorar civis iranianos como parte da repressão do regime a protestos internos”, afirmou o Exército em comunicado oficial.

Com informações da Reuters

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